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NILTON S.
FORMIGA1
UNIVERSIDADE
FEDERAL DA
PARAÍBA
/ FACULDADE
MAURICIO DE
NASSAU
RESUMO:
Neste trabalho,
pretende-se
desenvolver, a
partir, da
modelagem de
equação
estrutural, a
explicação das
condutas
desviante
baseada no
construto
personalístico
chamado de busca
de sensação.
Apesar das
inúmeras
variáveis que
expliquem as
condutas
desviantes em
jovens, os
traços de
personalidade
ainda tem sido
na Psicologia um
construto muito
promissor para
compreender esse
problema de
comportamento,
tornando o
construto busca
de sensações uma
importante
contribuição
para esse
problema. 284
jovens, entre 14
e 20 anos,
responderam o
questionário de
condutas anti-sociais
e delitivas e de
busca de
sensação. A
partir do
programa AMOS
GRAFICS 7.0, os
principais
resultados
indicaram que o
construto busca
de sensação se
associaram as
condutas
antisociais e
delitivas.
Palavras-chaves:
Busca de
sensação;
Comportamentos
desviantes;
Jovens; Modelo
causal.
TESTING OF A
CAUSAL BETWEEN
MODEL SENSATION
SEEKING AND
DEVIANT BEHAVIOR
IN YOUNG PEOPLE:
ABSTRACT:
In this work, we
intend to
develop, as a
structural
equation
modeling, the
explanation of
deviant behavior
based in a
construct
personalistic
called sensation
seeking. Despite
the numerous
variables that
explain the
deviant behavior
in young
people's
personality
traits also have
been a construct
in psychology
holds great
promise for
understanding
this behavior
problems,
turning the
construct of
sensation
seeking, an
important
contribution to
this problem.
284 young
people, between
14 and 20 years
old, answered
the
questionnaire
about
anti-social and
criminal
conducts and
sensation
seeking. From
the program AMOS
GRAFICS 7.0,
main results
indicated that
the construct of
sensation
seeking were
associated with
the antisocial
and criminal
behavior.
Key-words:
Sensation
seeking, Deviant
behaviors; Young
people; Causal
model.
PRUEBA DE UN
MODELO CAUSAL
ENTRE BÚSQUEDA
DE SENSACIONES
Y CONDUCTAS
DESVIANTES EN
LOS JÓVENES.
RESUMEN:
En este trabajo,
tenemos la
intención de
desarrollar, a
partir de
modelos de
ecuaciones
estructurales,
la explicación
de las conductas
desviantes
basado en la
construcción
personalista
llamada búsqueda
de sensación. A
pesar de las
numerosas
variables que
explican las
conductas
desviadas en los
jóvenes, rasgos
de la
personalidad
también han en
la Psicología un
construir muy
prometedor para
entender los
problemas de
comportamiento,
haciendo lo
construir de
búsqueda de
sensaciones, una
importante
contribución a
este problema.
284
jóvenes entre 14
y 20 años,
contestaron el
cuestionario de
conductas
antisociales y
criminales y de
búsqueda de
sensaciones. En
el programa AMOS
GRAFICS 7.0, los
principales
resultados
indicaron que la
construcción de
la búsqueda de
sensaciones se
asocia con el
comportamiento
antisocial y
criminal.
Palabras-clave:
Búsqueda de
sensacíon;
Conductas
deviantes;
Jóvenes; Modelo
Causal.
INTRODUÇÃO
O problema da
conduta
desviante em
jovens tem
sugerido
reflexões em
diversos espaços
teóricos e
empíricos da
ciência social e
humana; essa
condição visa à
compreensão dos
motivos e
conseqüências
quanto à
freqüência desse
problema na
dinâmica
juvenil.
Salienta-se, ao
observar o
espaço social em
que vivem os
jovens, o quanto
eles têm
investido em
comportamentos
impulsivos
quando se
pretende,
justificando uma
saída da
monotonia, para
ter novas
experiências.
Essa questão não
pode ser
referida quando
os jovens buscam
viver de forma
diferente ou se
interessa por
experimentar
novos contextos
sociais e
emocionais, essa
procura faz
parte da
interação
humana; o
problema estaria
quando essas
novas
experiências são
vividas
indiscriminadamente
podendo levar a
manifestação de
condutas que
tangenciam as
normas e
organização
social,
desencadeando as
chamadas
condutas
desviantes.
Porém, algumas
condutas tornam-se
salientes [por
exemplo, formas
de organização
social que os
jovens adotam –
as gangs;
criação de jogos
de diversão
violentos,
balbúrdias em
festas,
vandalismo, alto
consumo de
álcool e fumo]
caracterizando
um desvio
juvenil na
dinâmica social,
o qual, a partir
dos
conglomerados
destes eventos é
possível
perceber tais
condutas como
anti-sociais e
delitivas (Formiga
& Gouveia,
2003). Ao
considerar que
um jovem
apresenta essas
condutas - seja
anti-social ou
delitiva -
faz-se
referência ao
seu
comportamento
transgressor,
salientando não
somente os
pobres, negros
etc., mas,
qualquer jovem.
Este é um
fenômeno,
segundo Formiga
(2002; Formiga,
2003; Formiga &
Gouveia, 2003)
que não tem
forma
específica, mas
condutas de
risco bastante
evidentes, por
exemplo, conduta
anti-social
que se refere a
não
conscientização
das normas que
devem ser
respeitadas,
desde a norma de
limpeza das ruas
ao respeito com
os colegas no
que se refere a
certas
brincadeiras,
que apesar de
conhecidas, mas
não são
praticadas por
alguns jovens.
Neste sentido,
este tipo de
conduta
caracteriza-se
pelo fato de
causarem
incômodo, porém,
sem causar danos
físicos as
outras pessoas;
referem-se,
portanto, apenas
às travessuras
dos jovens ou
simplesmente à
busca de romper
com algumas leis
sociais.
No que diz
respeito a
conduta
delitiva, as
ações do
indivíduo podem
ser concebidas
como merecedoras
de punição,
capazes de
causar danos
graves, morais
e/ou físicos
(Formiga &
Gouveia, 2003).
Portanto, tais
condutas podem
ser consideradas
mais severas que
as anteriores,
representando
uma ameaça
eminente à ordem
social vigente.
O que essas
condutas têm em
comum é que
ambas interferem
nos direitos e
deveres das
pessoas,
ameaçando o seu
bem-estar, bem
como,
diferenciando-as
em função da
gravidade das
conseqüências
oriundas.
Possivelmente
todo jovem
pratica ou já
praticou algum
tipo de conduta
anti-social, o
que faz parte do
repertório
sócio-cognitivo
deles,
salientando como
um desafio dos
padrões
tradicionais da
sociedade, pondo
em evidência as
normas da
geração dos seus
pais. Mas,
quando não
inibidas, sejam
através de uma
prática parental
responsiva ou
exigente, existe
grande
possibilidade de
que se converta
numa conduta
delitiva
(Formiga &
Gouveia, 2003).
Apesar das
inúmeras
variáveis que
visam à
explicação de
tais condutas
(Coelho Junior,
2001;
Frías,
Sotomayor,
Varela,
Zaragoza, Banda
& García, 2000;
Formiga, Saraiva,
Pequeno,
Trigueiro, Joca,
& Leal, 2005;
Sobral, 1998),
ainda tem sido
promissor o
poder
explicativo das
teorias
personalísticas;
independente da
linha teórica
que se defenda,
seja idiográfica
ou nomotética#
ou em relação ao
foco filosófico
quanto ao inato
ou adquirido, o
estudo da
personalidade
ainda é uma
linha de
pesquisa na
Psicologia que,
vem contribuindo
para as
informações
quanto à
compreensão
preditiva do
comportamento
humano,
especificamente,
em relação aos
comportamentos
permeadores da
violência (anti-sociais
e delitivas,
comportamento
agressivo, uso
de drogas etc.)
tendo por base
teórica a
concepção dos
traços (Allport,
1973;
Benet-Martínez &
John, 1998;
Cloninger, 1999;
Pervin & John,
2004;
Formiga, 2002;
Gazzaniga &
Heatherton,
2005; Sobral,
1998; Stephenson,
1990).
Partindo da
perspectiva dos
traços de
personalidade,
os quais, não
dizem respeito
às questões
patológicas,
mas, à díade
genética/meio
ambiente
implicaria no
enfoque de que
as
características
individuais
consistentes do
comportamento,
exibido pelo
indivíduo em
diversas
situações,
normalmente, são
concebidas como
disposições
(Costa & McCrae,
1992; John,
Donahue &
Kentle, 1991;
Saudino &
Plomin, 1996).
A partir dessas
disposições, são
geradas
taxonomias que
permitam ao
sujeito
expressar
através das
condutas, formas
específicas para
si e para os
outros quando em
interação social
(Formiga, Yepes
& Alves, 2005),
situação em que
na maioria das
vezes atende-se
a desejabilidade
social,
procurando
parecer melhor
para os outros,
descrevendo-se
como gostaria
que fosse
descrito por
quem o observa,
justamente
porque essa
auto-imagem
exigida se deve
a uma
co-dependência
dos “papéis”
sociais
(Queiroga,
Formiga, Jesus,
Gouveia &
Andrade, 2001)
representados
por cada um de
nós.
Historicamente,
a personalidade
tem sido
explorada como
um construto
capaz de
explicar as
diferenças
individuais,
proporcionando
um marco teórico
importante nos
estudos a
respeito das
idiossincrasias
do individuo e a
estabilidade da
conduta humana (Ávila,
Rodríguez &
Herrero, 1997;
Barbaranelli &
Caprara, 1996),
bem como, da
possibilidade de
que, a partir
das
características
individuais,
avaliadas
cientificamente
ou em termos das
crenças
populares, seja
possível em
situações e
momentos
variados
predizer reações
ou disposições
futuras
(Gazzaniga &
Heatherton,
2005;
Paunonen, 1998;
Peabody, 1987;
Trzop, 2000) das
pessoas. O
conhecimento da
personalidade,
não somente
poderia
contribuir na
organização das
relações
interpessoais,
como também,
apontar em
direção de um
fator de
proteção dessas
relações (McAdams,
1992).
Desta maneira,
concebendo que o
jovem tem uma
necessidade
latente em
expandir seu
mundo ideal e
“real” através
do comportamento
de reivindicação
e
instrumentalidade,
estando este,
disposto a
convites
pessoais ou
sociais para
viver novas
descobertas e
senti-las
intensamente;
Formiga,
Aguiar e Omar
(2008)
partiram dessa
perspectiva
teórica,
concebendo-a
como busca de
sensações.
Com base nessa
perspectiva e
nos estudos
sobre traços de
personalidade e
delinqüência
desenvolvidos
por Eysenck
(1981),
Tranah, Harnett
e Yule (1998),
Heaven (1996),
Ball (2005),
Frías-Armenta e
cols. (2000),
Romero, Luengo e
Sobral (2001),
Donohew, Hoyle,
Clayton, Skinner,
Colon e Rice
(2002) e
Heaven, Newbury
e Wilson (2004),
cada um,
com seus
diferentes
instrumentos de
avaliação dos
traços de
personalidade -
especificamente,
na análise da
busca de
sensação –
comprovaram a
existência de
uma
predisposição a
conduta
desviante
juvenil a partir
desse construto
personalístico.
Diferente do que
concebia por
Zuckerman (1971;
Zuckerman,
Eysenck &
Eysenck, 1978
) e os autores
destacados no
parágrafo
anterior em
relação ao
construto busca
de sensação (por
exemplo, uma
necessidade de
viver
experiências
complexas e de
novidades,
apenas pelo
desejo de
afrontar riscos
físicos e
sociais, com o
intuito de
satisfazer suas
necessidades
pessoais),
Formiga,
Aguiar e Omar
(2008)
partiram da
perspectiva
adotada por
Arnett (1994),
para o qual os
traços
personalísticos
estão inseridos
na socialização
juvenil,
compreendendo o
comportamento
juvenil,
principalmente,
aqueles que
caracterizam
transgressões de
normas sociais,
como variações
do comportamento
de risco a
partir da
investida que o
jovem dá a busca
de novas
experiências e
emoções
intensas.
A partir dessa
concepção sobre
busca de
sensação foi que
Formiga, Aguiar
e Omar (2008)
desenvolveram um
estudo
correlacional a
fim de avaliar a
relação entre
busca de
sensação e
conduta
desviante em
jovens
brasileiros.
Esses autores
observaram que a
busca de
sensação da
intensidade
e da
novidade
relacionou-se,
positivamente,
com as condutas
desviantes –
tanto como a
antisocial
quanto com a
delitiva; a
partir de uma
análise
descritiva,
esses autores,
também
destacaram que a
maior
percentagem de
respostas desses
jovens na
busca de
sensação
de
intensidade
e novidade
este maior para
quem apresentou
uma pontuação
alta nas
condutas anti-sociais
e delitivas;
esses
resultados se
assemelham aos
encontrados nos
estudos sobre
busca de
sensação e
delinqüência
desenvolvido por
outros autores.
Porém,
os resultados
observados por
Formiga, Aguiar
e Omar (2008),
apesar de se
mostrarem
satisfatórios,
faz-se
necessário
considerar os
seguintes
questionamentos:
o tipo de
análise aplicada
tem o
inconveniente,
ela pauta-se
estritamente nos
dados obtidos
não considerando
um modelo
teórico fixo
(neste caso, a
perspectiva de
que uma maior
busca de
sensação entre
os jovens indica
uma maior
conduta
desviante) que
oriente a
extração de
indicadores
estatísticos
entre as
variáveis
independentes
(busca de
sensação) e
dependentes
(conduta
desviante), bem
como, não
apresentando
qualquer
indicação sobre
a bondade de
ajuste do
respectivo
modelo teórico.
Um estudo nessa
direção
empírica, a qual
tem sido comum
na área das
ciências humanas
e social -
especificamente,
na Psicologia
(MacCallum &
Austin, 2000;
Pitali & Laros,
2007) – partindo
dos pressupostos
teóricos e
metodológicos,
busca-se
contribuir, a
partir da
análise e
modelagem de
equação
estrutural no
programa AMOS
7.0, em direção
de uma
comprovação
teórica da
hipótese a que
se pretende
avaliar –
a título de
lembrança, o
poder
explicativo da
busca de
sensação sobre
as condutas
desviantes -
garantindo uma
robustez
explicativa
entre as
variáveis, bem
como, apontar em
direção da
dinâmica
multivariada
entre elas.
Especificamente,
a técnica da
análise da
Modelagem de
Equação
Estrutural (MEE)
tem a clara
vantagem de
levar em conta a
teoria para
definir os itens
pertencentes a
cada fator, bem
como, apresentar
indicadores de
bondade de
ajuste que
permitam decidir
objetivamente
sobre a validade
de construto da
medida analisada
e sua direção
associativa
entre as
inúmeras
variáveis. Desta
forma, dois
resultados
principais podem
ser esperados ao
trabalhar com
essa análise: 1-
estimativa da
magnitude dos
efeitos
estabelecida
entre variáveis,
as quais estão
condicionadas ao
fato de o modelo
especificado (isto
é, o diagrama)
estar correto, e
2 - testar se o
modelo é
consistente com
os dados
observados, a
partir dos
indicadores
estatísticos,
podendo dizer
que resultado,
modelo e dados
são plausíveis,
embora não se
possa afirmar
que este é
correto (Farias
& Santos, 2000).
Atende-se assim,
não a certeza
total do modelo,
mas, a sua
probabilidade
sistemática na
relação entre as
variáveis.
Um dos
principais
objetivos das
técnicas
multivariadas –
neste caso,
considera-se a
modelagem de
equação
estrutural - é
expandir a
habilidade
exploratória do
pesquisador e a
eficiência
estatística e
teórica no
momento em que
se quer provar a
hipótese
levantada no
estudo. Apesar
das técnicas
estatísticas
tradicionais
compartilharem
de limitações,
nas quais, é
possível
examinar somente
uma relação
entre as
variáveis, é de
suma importância
para o
pesquisador o
fato de ter
relações
simultâneas;
afinal, em
alguns modelos
existem
variáveis que
são
independentes em
algumas relações
e, dependentes em outras. A fim de suprir
esta necessidade,
a Modelagem de
Equação
Estrutural
examina uma
série de
relações de
dependência
simultâneas,
esse método é
particularmente
útil quando uma
variável
dependente se
torna
independente em
relações
subseqüentes de
dependência
(Silva, 2006;
Hair, Anderson,
Tatham & Black,
2005)
De acordo com
Farias e Santos
(2000), Hair,
Anderson, Tatham
e Black (2005) e
Zamora e Lemus
(2008) ao
considerar a
modelagem
estrutural do
modelo – isto é,
a análise de
caminhos (path
analysis) -
relaciona-se as
medidas de cada
variável
conceitual como
confiáveis,
acreditando que
não existe erro
de medida (mensuração)
ou de
especificação (operacionalização)
das variáveis;
cada medida é
vista como exata
manifestação da
variável
teórica. Assim
considerado,
desenha-se o
modelo teórico
que se pretende
tomando a partir
elaboração
hipotética entre
as variáveis
independente e
dependente, isto
é, entre as
variáveis
latentes e
variáveis
observáveis, por
exemplo: no
desenho desse
modelo –
elaboração da
ligação entre as
figuras
caracterizando
as variáveis
estudadas - um
retângulo
é considerado
como variável
observada medida
pelo pesquisador;
uma elipse
é considerada
variável
latente, isto é,
construto
hipotético não
observado; uma
seta com
uma ponta indica
o caminho ou a
relação causal
entre duas
variáveis; uma
seta com duas
pontas
representa a
covariância,
isto é, que
estas variáveis
se associam
entre si; por
fim, uma
bolinha
preenchida com
um número e
letra referem-se
a um erro de
medida. A partir
do momento em
que se elabora a
hipótese,
identifica cada
uma dessas
figuras
associando as
variáveis que se
quer provar a
múltipla
influência.
Para que os
resultados sejam
obtidos faz-se
necessário
considerar
índices de
ajuste (escores
co-variantes) –
os quais
destacados na
metodologia do
presente estudo,
na sessão do
procedimento –
permitindo
enfatizar a
teoria a que se
propõem e sua
explicação,
simultaneamente,
entre as
variáveis
independentes e
dependentes,
além de garantir
uma melhor
avaliação
associativa
entre as
variáveis a que
se pretende
corroborar no
modelo. A grande
importância no
uso dos estudos
de modelagem é
tanto em relação
à segurança dos
resultados
multivariados,
quanto, partindo
de um estudo
anterior ou de
uma perspectiva
teórica - ou
até, de ambas. A
partir dessa
perspectiva
espera-se
encontrar os
seguintes
resultados: a
busca de
sensação (composto
pelas dimensões
busca de
novidade e
intensidade)
associe-se,
positivamente,
as condutas
desviantes –
antisocial e
delitiva.
MÉTODO
A amostra foi
composta por 284
jovens,
distribuídos
igualmente no
nível escolar
fundamental e
médio da rede
privada e
pública de
educação na
cidade de Palmas
– TO, com idades
entre 14 e 20
anos e uma renda
econômica media
de 1.160,00
Reais. Os
respondentes
foram do sexo
masculino e do
sexo feminino,
predominando a
participação dos
homens (62%);
essa amostra foi
não
probabilística e
sim intencional,
o propósito era
garantir a
validade interna
dos resultados
da pesquisa.
Instrumento
Os participantes
responderam um
questionário
composto das
seguintes
medidas:
Escala de
Condutas Anti-sociais
e Delitivas.
Este
instrumento,
proposto por
Seisdedos (1988)
e validado por
Formiga e
Gouveia (2003)
para o contexto
brasileiro,
compreende uma
medida
comportamental
em relação às
Condutas Anti-Sociais
e Delitivas.
Tal medida é
composta por
quarenta
elementos,
distribuídos em
dois fatores,
como segue: o
primeiro envolve
as condutas
anti-sociais,
em que seus
elementos não
expressam
delitos, mas
comportamentos
que desafiam a
ordem social e
infringem normas
sociais (por
exemplo, jogar
lixo no chão
mesmo quando há
perto um cesto
de lixo; tocar a
campainha na
casa de alguém e
sair correndo).
O segundo fator
relaciona-se às
condutas
delitivas.
Estas incorporam
comportamentos
delitivos que
estão fora da
lei,
caracterizando
uma infração ou
uma conduta
faltosa e
prejudicial a
alguém ou mesmo
à sociedade como
um todo (por
exemplo, roubar
objetos dos
carros;
conseguir
dinheiro
ameaçando
pessoas mais
fracas). Para
cada elemento,
os participantes
deveriam indicar
o quanto
apresentava o
comportamento
assinalado no
seu dia-a-dia.
Para isso,
utilizavam uma
escala de
resposta com dez
pontos, tendo os
seguintes
extremos:
0 = Nunca
e
9 =
Sempre.
A presente
escala revelou
indicadores
psicométricos
consistentes
identificando os
fatores
destacados acima;
para a Conduta
Anti-social
encontrou-se um
Alpha de
Cronbach de 0,86
e a Conduta
Delitiva ou
Delinqüente,
0,92.
Considerando a
Análise Fatorial
Confirmatória,
realizada com o
Lisrel 8.0,
comprovou-se
essas dimensões
previamente
encontradas (c²/gl
= 1,35; AGFI =
0,89; PHI (f)
= 0,79, p >
0,05) na análise
dos principais
componentes (Formiga
& Gouveia,
2003). Neste
estudo, a
presente
escala
apresentou alfas
próximos aos
encontrados nos
estudo de
Formiga (2002;
Formiga &
Gouveia, 2003),
tanto para
Conduta
Anti-social (alpha
de Cronbach (α )
= 0,84) e para
Conduta Delitiva
ou Delinqüente,
α = 0,90;
mantendo com
isso, sua
consistência
interna.
Inventário de
Busca de
sensação.
Este
instrumento,
construído por
Arnett (1994;
Omar; Uribe,
1998) trata-se
de uma escala
composta por
vinte itens, os
quais originam
duas sub-escalas
referentes à
busca
intensidade
e novidade
na estimulação
dos sentidos,
cada uma com dez
itens cada uma.
Para respondê-la
a pessoa
utilizava uma
escala de
resposta tipo
Likert com
quatro pontos (1
= não me
descreve em
nada; 2 =
descreve-me em
alguma medida;
3 =
descreve-me bem
e 4 =
descreve-me
totalmente)
devendo indicar
nela com um X ou
circulando o
número que
indicasse o
quanto cada um
dos itens
descreve sua
conduta
habitual.
Caracterização
Sócio-Demográfica.
Foram elaboradas
perguntas que
contribuíram
para
caracterizar os
participantes
deste estudo
(por exemplo,
sexo, idade,
classe
sócio-econômica),
bem como,
realizar um
controle
estatístico de
algum atributo
que possa
interferir
diretamente nos
seus resultados.
Procedimento
Procurou-se
definir um
procedimento
padrão que
consistia em
aplicar os
instrumentos
coletivamente em
sala de aula, em
escolas em
diversas áreas
urbanas da
cidade de
Palmas-TO. Desta
forma,
colaboradores
com experiência
metodológica e
ética, ficaram
responsáveis
pela coleta dos
dados. Após
conseguir a
autorização
tanto da
diretoria da
escola quanto
dos professores
responsáveis
pela disciplina,
os aplicadores
se apresentavam
em sala de aula
como
interessados em
conhecer as
opiniões e os
comportamentos
das pessoas no
cotidiano,
solicitando a
colaboração
voluntária dos
estudantes no
sentido de
responderem um
questionário
breve.
Para isso,
foi-lhes dito
que não havia
resposta certa
ou errada e que,
mesmo
necessitando de
uma resposta
individual,
estes não
deveriam
sentir-se
obrigados em
responder o
instrumento
podendo desistir
a qual momento,
seja quanto
tivesse o
instrumento em
suas mãos ou ao
iniciar sua
leitura, ou
outra eventual
condição. Em
qualquer um
desses eventos,
não haveria
problema de sua
desistência,
apenas bastava
contatar as
pessoas
responsáveis
pela aplicação
do instrumento
na sala de aula.
A todos era
assegurado o
anonimato das
suas respostas,
enfatizando que
elas seriam
tratadas,
estatisticamente,
em seu conjunto
de respostas;
apesar do
questionário ser
auto-aplicável,
contando com as
instruções
necessárias para
que possam ser
respondidos, os
colaboradores
estiveram
presentes
durante toda a
aplicação para
retirar
eventuais
dúvidas ou
realizar
esclarecimentos
que se fizessem
indispensáveis,
não interferindo
na lógica e
compreensão das
respostas dos
respondentes. Um
tempo médio de
30 minutos foram
suficientes para
concluir essa
atividade.
No que se refere
à análise dos
dados desta
pesquisa,
utilizou-se a
versão 15.0 do
pacote
estatístico
SPSS para
Windows.
Foram computadas
estatísticas
descritivas (tendência
central e
dispersão). No
AMOS 7.0, foram
computados e
avaliados os
indicadores
estatísticos
para o Modelo de
Equações
Estruturais
(SEM)
considerado,
segundo uma
bondade de
ajuste
subjetiva, os
seguintes
indicadores:
c2/gl
(grau de
liberdade), que
admite como
adequados,
índices entre 2
e 3,
aceitando-se até
5; Raiz Quadrada
Média Residual -
RMR,
indica o
ajustamento do
modelo teórico
aos dados, na
medida em que a
diferença entre
os dois se
aproxima de zero
(0); índices de
qualidade de
ajuste, dados
pelos
GFI/AGFI,
que medem a
variabilidade
explicada pelo
modelo, e com
índices
aceitáveis a
partir de 0,80;
CFI, que
compara de forma
geral o modelo
estimado e o
modelo nulo,
considerando
valores mais
próximos de um
(1) como
indicadores de
ajustamento
satisfatório e o
RMSEA,
que refere-se ao
erro médio
aproximado da
raiz quadrática,
deve apresentar
intervalo de
confiança como
ideal situado
entre 0,05 e
0,08. (Byrne,
2001; Hair,
Tatham, Anderson
& Black, 2005;
Joreskög &
Sörbom, 1989).
RESULTADOS
A fim de atender
ao objetivo
principal do
presente estudo
- testar o
modelo teórico
(causal) para
explicar as
condutas
desviantes a
partir da busca
de sensação -
considerou-se,
um modelo
recursivo de
equações
estruturais; em
relação à busca
de sensação, os
pesos (saturações)
que explicam o
modelo proposto
estão expostos
na Figura 1.
Figura 1:
Modelo teórico
para explicação
da conduta
antisocial e
delitiva a
partir da busca
de sensação em
jovens.

Após as devidas
modificações nos
parâmetros
psicométricos
(as co-variações
entre as
variáveis)
encontrou-se um
modelo adequado
para hipótese
que se esperava,
o qual
apresentou a
seguinte razão:
c2/gl
(0,53/2) = 0,03,
p < 0,97; RMR =
0,01; GFI =
0,99; AGFI =
0,98; CFI = 1,00
e RMSEA = 0,01
(0,00-0,06). Os
pesos da
variável
considerada –
busca de
sensação –
associou-se,
positivamente (λ
= 0,26),
a conduta
antisocial,
esta, por sua
vez, mediadora
positiva (λ =
0,83) da conduta
delitiva. Todas
as saturações
(lambdas, λ)
foram
estatisticamente
diferentes de
zero (t >
1,96,
p
< 0,05),
apoiando a
adequação do
conjunto de
variáveis
exógenas
incluídas no
modelo teórico
testado.
Garantido o
modelo a que se
propôs com a
amostra geral,
optou-se em
avaliá-lo a
partir da
amostra de
homens e
mulheres,
separadamente.
Visando atender
o objetivo nesta
etapa do estudo,
considerou-se,
também, um
modelo recursivo
de equações
estruturais.
Desta forma,
observou-se que
o modelo que
apresentou
melhores
indicadores
ocorreu para a
amostra de
homens,
assumindo a
seguinte razão:
c2/gl
(2,97/2) = 1,48,
p < 0,23; RMR =
0,02; GFI =
0,99; AGFI =
0,96; CFI = 1,00
e RMSEA = 0,05
(0,00-0,16) (ver
tabela 1).
Tabela 1:
Indicadores do
modelo teórico
proposto para a
busca de
sensação e
conduta
desviantes em
jovens.
 MODELO
c²/gl
RMR
GFI
AGFI
CFI
RMSEA
Amostras
Modelo
Homens†
1,48
0,02
0,99
0,96
1,00
0,05
Mulheres
4,42
0,04
0,96
0,81
0,98
0,18
Notas:
† =
p > 0,05.
Para a amostra
de homens,
observou-se
semelhante
configuração
encontrada no
modelo geral (composto
por todos os
sujeitos do
estudo); os
pesos da
variável
considerada –
busca de
sensação –
associou-se,
positivamente (λ
= 0,25),
a conduta
antisocial e
esta, por sua
vez, como
mediadora
positiva (λ =
0,83) da conduta
delitiva. Todas
as saturações
(lambdas, λ)
foram
estatisticamente
diferentes de
zero (t >
1,96,
p
< 0,05).
Com esses
resultados,
pretendeu-se
contribuir com
mais uma peça no
quebra cabeça do
estudo da
delinqüência;
tomando como
base explicativa
o construto
personalístico
busca de
sensação, aponta-se
em direção não
somente da
perspectiva
individual, mas
também, do
processo
socializador em
que essas
diferenças
individuais
poderão se
formar a fim de
compreender os
investimentos
psicossociais
ocorridos na
dinâmica juvenil
inclusa no
ambiente. Essa
situação poderá
conduzir os
jovens para um
fator de
proteção a
partir do
momento em que
se reconhece o
‘como, o porquê
e o onde’ poderá
estimular esses
jovens a
buscarem novas
experimentações.
Apesar desses
resultados, a
partir da
perspectiva
teórica assumida
neste estudo
apresentar
semelhante
direção
associativa aos
resultados já
encontrados por
Formiga, Aguiar
e Omar (2008) em
um estudo
correlacional, o
presente
trabalho ao
embasar-se na
modelagem de
equação
estrutural, tem
como base
estatística, uma
maior
complexidade de
resultados;
objetiva-se
expandir a
habilidade
exploratória, a
eficiência
estatística e
teórica no
momento em que
se quer provar a
hipótese do
estudo, pois as
técnicas
estatísticas
tradicionais
(por exemplo, a
correlação de
Pearson)
compartilham de
limitações. As
correlações
encontradas no
estudo de
Formiga, Aguiar
e Omar (2008)
quanto à busca
de sensação e
condutas
desviantes,
enfatiza-se
apenas uma
linearidade
entre essas
variáveis,
afinal é
importante
observar as
relações
simultâneas,
condição
possível
analisada na
modelagem de
equação
estrutural com o
pacote AMOS 7.0.
Tais resultados
sugerem que, ao
inferir
explicações
sobre a
manifestação da
conduta
antisocial e
delitiva a
partir da
personalidade,
especificamente,
dos traços de
personalidade –
com base na
busca de
sensação – deve-se
tanto
focalizar-se no
sujeito e sua
desorganização
emocional, bem
como, o quanto é
necessário
incluí-la na
organização
desses traços de
personalidade
considerando os
processos
socializadores
na família, na
escola e nos
pares de iguais
(colegas,
vizinhos, etc.)
quando visar o
incentivo dos
jovens a
buscarem
experiências
novas. Trata-se
de uma
perspectiva
situacionista na
formação e
mudança
contextual nos
traços de
personalidade e
na variação da
busca de
sensação capaz
de predizer o
comportamento –
neste caso, o
comportamento
juvenil - quando
considerar as
disposições
individuais e a
influência
interacional
juvenil (Gazzaniga
& Heatherton,
2005; Cloninger,
1999).
No que diz
respeito à
melhor
adequabilidade
do modelo em
relação ao
gênero, a
amostra de
homens
apresentou
melhor
resultado;
pode-se não
somente
enfatizar a
respeito da
instrumentalidade
que esse
construto
personalístico
tem na busca de
sensação e a
conduta
desviante. É
possível que
esse fenômeno
atenda a uma
exclusividade
masculina, até
porque a busca
de sensação a
novidade e
intensidade, com
a base teórica
aqui assumida,
estão inseridas
com maior
abertura na
dinâmica
socializadora
destinada aos
homens. Para
essa situação
assume-se não
somente a
diferença entre
o papel do jovem
homem e da jovem
mulher na
socialização,
mas também, as
disposições
psicológicas, de
masculinidade,
as quais tanto
correspondem ao
estímulo exigido
socialmente para
que o homem seja
mais
instrumental e
tendente as
experiências de
risco, quanto a
adesão
estereotipada às
dimensões
atitudinais
afetivas e
comportamentais
como sendo ‘coisa
de homem’.
Não somente os
jovens como um
todo –
enfatizando a
amostra total do
estudo – bem
como, os homens
neste estudo,
seriam capaz,
simplesmente, de
procurarem
eventos que o
levem a sentir
sensações de
novidade e
intensidade no
vazio ou apenas
atribuir tal
situação a uma
condição de
organização
hormonal e de
instinto
masculino
fazendo com que
os jovens
estivessem na
periferia
psicossocial de
suas escolhas e
tomada de
decisão. O que o
construto busca
de sensação
proposto por
Arnett (1994;
Omar & Uribe,
1998) vem
apresentar é que
a construção dos
traços de
personalidade,
especificamente,
a busca de
sensação, ao
explicar a
quebra uma norma
social –
representada
pela conduta
antisocial ou
delitiva –
aponta para
adesão do
sujeito em
sentir as
experiências
intensamente;
trata-se de uma
convergência
entre as
características
individuais e o
processo
socializador
vivido por esses
jovens. Partindo
dessa
perspectiva
teórica e
empírica (ver
figura 1)
defende-se que a
existência de um
comportamento
delinqüente,
provavelmente,
ocorreria quando
o jovem
manifestar maior
tendência a
busca de
novidade e
intensidade,
seja devido a
sua disposição
as novas
experiências,
seja
influenciado
pelo contexto em
que o jovem está
se socializando.
Com isso,
atenta-se para
uma maior
atenção nas
investidas da
mídia em geral,
quanto dos
familiares e dos
pares de iguais
ao suscitar aos
jovens viverem
intensamente os
seus momentos no
aqui e no agora,
experimentando,
ou sempre
procurando
experimentar,
situações novas,
as quais são
tomadas como
ponto de
assimilação para
a valorização e
a preparação da
vida; porém,
instigar uma
atitude desse
tipo é camuflar
o amadurecimento
do
desenvolvimento
psicológico e
social o qual
somente será
possível quando
socializado
conduzindo o
jovem em direção
das comparações
do certo e do
errado, do
respeito e do
dever para com
os outros.
CONCLUSAO
Apesar do
presente estudo
apresentar mais
uma das muitas
respostas sobre
o comportamento
desviante entre
os jovens; nesse
contexto
teórico,
pretende-se
refletir em
relação
situação-disposição
quando se tratar
de predizer o
comportamento
humano –
especificamente,
o comportamento
desviante - a
fim de promover
fatores de
proteção frente
a essa conduta
de risco. Porém,
alguns limites
merecem ser
destacados, pois
estes resultados
estão longe de
responder
definitivamente
o problema aqui
salientado: 1)
seria útil um
estudo com as
mesmas variáveis
entre grupos
juvenis
institucionalizados
e não
institucionalizado;
2) avaliar o
poder
explicativo da
busca de
sensação e
conduta
desviante a
partir de
variáveis de
controle, como o
status econômico
e a dinâmica
familiar; 3)
outra
perspectiva de
estudo com as
mesmas variáveis
estaria na
avaliação delas
a partir do
contexto da
socialização,
ideologia e
administração
escolar,
comparando-as
quanto ao regime
mais coercitivo
ou mais
permissivo em
cada contexto
escolar;
finalmente, 4)
seria útil as
comparações
entre estudos e
avaliações
clínicas e
experimentais
quanto à busca
de sensação e a
predição do
comportamento
entre pais e
filhos.
Considerando os
indicadores de
bondade de
ajuste provou-se
a adequabilidade
de modelo, bem
como, a
comprovação da
hipótese
levantada a
partir da
perspectiva dos
traços de
personalidade.
Contudo,
assumido a
comprovação
preditiva das
variáveis aqui
enfatizadas é
bom destacar
que, quando for
considerar os
resultados do
presente estudo
para outro
contexto social,
faz-se
necessário ter
em conta os
aspectos mais
específicos ou
universais entre
as culturas na
avaliação dessas
variáveis quando
se pretender
estudá-las
novamente em
outros
contextos.
Por um lado, é
importante
considerar as
dimensões locais,
específicas ou
exclusivas (emics)
da orientação de
cada cultura,
bem como, e não
menos
importante,
avaliar as
dimensões
universais (etics)
da
Cultura,
com o objetivo
de
comparar os
construtos
estudados aqui
para outro
espaço geo-político
e social (Muenjohn
&
Armstrong, 2007;
Triandis e cols,
1993; Triandis,
1994; Van de
Vijver & Leung,
1997). Aponta-se
com isso, para a
seguinte direção:
conhecer os
aspectos que
podem ser comuns
a todas as
culturas e
aqueles que são
específicos,
contribuindo
para consolidar
um marco teórico
da busca de
sensação e
conduta
desviante em
jovens, já que
não é possível
encontrar a
mesma
intensidade e
força na busca
de novas
experiências
entre os jovens,
pois tal
construto
depende, também,
da dinâmica
socializadora da
família.
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1 NOTA DO AUTOR: Doutor em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba. Atualmente, é professor no curso de Psicologia da Faculdade Mauricio de Nassau. Endereço para correspondência: Rua Juiz Ovídio Gouveia, 349. Pedro Gondim. CEP.: 58031-030. João Pessoa - PB. E-mail: nsformiga@yahoo.com.
# Diz respeito ao estudo do comportamento individual com a finalidade de elaborar leis de comportamento, nas quais todas as pessoas pudessem ser encaixadas, ou enfatizar ao estudo do indivíduo procurando conhecer suas singularidades.
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