Psicología y Educación Integral A.C. 
Revista Internacional PEI: Por la Psicología y Educación Integral
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Volumen I. Número II. Enero-Febrero 2012
 
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TESTAGEM DE MODELO CAUSAL ENTRE BUSCA DE SENSAÇÃO E CONDUTAS DESVIANTES EM JOVENS#.

 

NILTON S. FORMIGA1

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA / FACULDADE MAURICIO DE NASSAU

 

 

RESUMO: Neste trabalho, pretende-se desenvolver, a partir, da modelagem de equação estrutural, a explicação das condutas desviante baseada no construto personalístico chamado de busca de sensação. Apesar das inúmeras variáveis que expliquem as condutas desviantes em jovens, os traços de personalidade ainda tem sido na Psicologia um construto muito promissor para compreender esse problema de comportamento, tornando o construto busca de sensações uma importante contribuição para esse problema. 284 jovens, entre 14 e 20 anos, responderam o questionário de condutas anti-sociais e delitivas e de busca de sensação. A partir do programa AMOS GRAFICS 7.0, os principais resultados indicaram que o construto busca de sensação se associaram as condutas antisociais e delitivas.

Palavras-chaves: Busca de sensação; Comportamentos desviantes; Jovens; Modelo causal.

 

 

TESTING OF A CAUSAL BETWEEN MODEL SENSATION SEEKING AND

DEVIANT BEHAVIOR IN YOUNG PEOPLE:

 

ABSTRACT: In this work, we intend to develop, as a structural equation modeling, the explanation of deviant behavior based in a construct personalistic called sensation seeking. Despite the numerous variables that explain the deviant behavior in young people's personality traits also have been a construct in psychology holds great promise for understanding this behavior problems, turning the construct of sensation seeking, an important contribution to this problem. 284 young people, between 14 and 20 years old, answered the questionnaire about anti-social and criminal conducts and sensation seeking. From the program AMOS GRAFICS 7.0, main results indicated that the construct of sensation seeking were associated with the antisocial and criminal behavior.

Key-words: Sensation seeking, Deviant behaviors; Young people; Causal model.

 

PRUEBA DE UN MODELO CAUSAL ENTRE BÚSQUEDA DE SENSACIONES

Y CONDUCTAS DESVIANTES EN LOS JÓVENES.

 

RESUMEN: En este trabajo, tenemos la intención de desarrollar, a partir de modelos de ecuaciones estructurales, la explicación de las conductas desviantes basado en la construcción personalista llamada búsqueda de sensación. A pesar de las numerosas variables que explican las conductas desviadas en los jóvenes, rasgos de la personalidad también han en la Psicología un construir muy prometedor para entender los problemas de comportamiento, haciendo lo construir de búsqueda de sensaciones, una importante contribución a este problema. 284 jóvenes entre 14 y 20 años,  contestaron el cuestionario de conductas antisociales y criminales y de búsqueda de sensaciones. En el programa AMOS GRAFICS 7.0, los principales resultados indicaron que la construcción de la búsqueda de sensaciones se asocia con el comportamiento antisocial y criminal.

Palabras-clave: Búsqueda de sensacíon; Conductas deviantes; Jóvenes; Modelo Causal.

INTRODUÇÃO

O problema da conduta desviante em jovens tem sugerido reflexões em diversos espaços teóricos e empíricos da ciência social e humana; essa condição visa à compreensão dos motivos e conseqüências quanto à freqüência desse problema na dinâmica juvenil. Salienta-se, ao observar o espaço social em que vivem os jovens, o quanto eles têm investido em comportamentos impulsivos quando se pretende, justificando uma saída da monotonia, para ter novas experiências.

Essa questão não pode ser referida quando os jovens buscam viver de forma diferente ou se interessa por experimentar novos contextos sociais e emocionais, essa procura faz parte da interação humana; o problema estaria quando essas novas experiências são vividas indiscriminadamente podendo levar a manifestação de condutas que tangenciam as normas e organização social, desencadeando as chamadas condutas desviantes.

Porém, algumas condutas tornam-se salientes [por exemplo, formas de organização social que os jovens adotam – as gangs; criação de jogos de diversão violentos, balbúrdias em festas, vandalismo, alto consumo de álcool e fumo] caracterizando um desvio juvenil na dinâmica social, o qual, a partir dos conglomerados destes eventos é possível perceber tais condutas como anti-sociais e delitivas (Formiga & Gouveia, 2003). Ao considerar que um jovem apresenta essas condutas - seja anti-social ou delitiva - faz-se referência ao seu comportamento transgressor, salientando não somente os pobres, negros etc., mas, qualquer jovem.

Este é um fenômeno, segundo Formiga (2002; Formiga, 2003; Formiga & Gouveia, 2003) que não tem forma específica, mas condutas de risco bastante evidentes, por exemplo, conduta anti-social que se refere a não conscientização das normas que devem ser respeitadas, desde a norma de limpeza das ruas ao respeito com os colegas no que se refere a certas brincadeiras, que apesar de conhecidas, mas não são praticadas por alguns jovens. Neste sentido, este tipo de conduta caracteriza-se pelo fato de causarem incômodo, porém, sem causar danos físicos as outras pessoas; referem-se, portanto, apenas às travessuras dos jovens ou simplesmente à busca de romper com algumas leis sociais.

No que diz respeito a conduta delitiva, as ações do indivíduo podem ser concebidas como merecedoras de punição, capazes de causar danos graves, morais e/ou físicos (Formiga & Gouveia, 2003). Portanto, tais condutas podem ser consideradas mais severas que as anteriores, representando uma ameaça eminente à ordem social vigente. O que essas condutas têm em comum é que ambas interferem nos direitos e deveres das pessoas, ameaçando o seu bem-estar, bem como, diferenciando-as em função da gravidade das conseqüências oriundas. Possivelmente todo jovem pratica ou já praticou algum tipo de conduta anti-social, o que faz parte do repertório sócio-cognitivo deles, salientando como um desafio dos padrões tradicionais da sociedade, pondo em evidência as normas da geração dos seus pais. Mas, quando não inibidas, sejam através de uma prática parental responsiva ou exigente, existe grande possibilidade de que se converta numa conduta delitiva (Formiga & Gouveia, 2003).

Apesar das inúmeras variáveis que visam à explicação de tais condutas (Coelho Junior, 2001; Frías, Sotomayor, Varela, Zaragoza, Banda & García, 2000; Formiga, Saraiva, Pequeno, Trigueiro, Joca, & Leal, 2005; Sobral, 1998), ainda tem sido promissor o poder explicativo das teorias personalísticas; independente da linha teórica que se defenda, seja idiográfica ou nomotética# ou em relação ao foco filosófico quanto ao inato ou adquirido, o estudo da personalidade ainda é uma linha de pesquisa na Psicologia que, vem contribuindo para as informações quanto à compreensão preditiva do comportamento humano, especificamente, em relação aos comportamentos permeadores da violência (anti-sociais e delitivas, comportamento agressivo, uso de drogas etc.) tendo por base teórica a concepção dos traços (Allport, 1973; Benet-Martínez & John, 1998; Cloninger, 1999; Pervin & John, 2004; Formiga, 2002; Gazzaniga & Heatherton, 2005; Sobral, 1998; Stephenson, 1990).

Partindo da perspectiva dos traços de personalidade, os quais, não dizem respeito às questões patológicas, mas, à díade genética/meio ambiente implicaria no enfoque de que as características individuais consistentes do comportamento, exibido pelo indivíduo em diversas situações, normalmente, são concebidas como disposições (Costa & McCrae, 1992; John, Donahue & Kentle, 1991; Saudino & Plomin, 1996). A partir dessas disposições, são geradas taxonomias que permitam ao sujeito expressar através das condutas, formas específicas para si e para os outros quando em interação social (Formiga, Yepes & Alves, 2005), situação em que na maioria das vezes atende-se a desejabilidade social, procurando parecer melhor para os outros, descrevendo-se como gostaria que fosse descrito por quem o observa, justamente porque essa auto-imagem exigida se deve a uma co-dependência dos “papéis” sociais (Queiroga, Formiga, Jesus, Gouveia & Andrade, 2001) representados por cada um de nós.

Historicamente, a personalidade tem sido explorada como um construto capaz de explicar as diferenças individuais, proporcionando um marco teórico importante nos estudos a respeito das idiossincrasias do individuo e a estabilidade da conduta humana (Ávila, Rodríguez & Herrero, 1997; Barbaranelli & Caprara, 1996), bem como, da possibilidade de que, a partir das características individuais, avaliadas cientificamente ou em termos das crenças populares, seja possível em situações e momentos variados predizer reações ou disposições futuras (Gazzaniga & Heatherton, 2005; Paunonen, 1998; Peabody, 1987; Trzop, 2000) das pessoas. O conhecimento da personalidade, não somente poderia contribuir na organização das relações interpessoais, como também, apontar em direção de um fator de proteção dessas relações (McAdams, 1992).

Desta maneira, concebendo que o jovem tem uma necessidade latente em expandir seu mundo ideal e “real” através do comportamento de reivindicação e instrumentalidade, estando este, disposto a convites pessoais ou sociais para viver novas descobertas e senti-las intensamente; Formiga, Aguiar e Omar (2008) partiram dessa perspectiva teórica, concebendo-a como busca de sensações. Com base nessa perspectiva e nos estudos sobre traços de personalidade e delinqüência desenvolvidos por Eysenck (1981), Tranah, Harnett e Yule (1998), Heaven (1996), Ball (2005), Frías-Armenta e cols. (2000), Romero, Luengo e Sobral (2001), Donohew, Hoyle, Clayton, Skinner, Colon e Rice (2002) e Heaven, Newbury e Wilson (2004), cada um, com seus diferentes instrumentos de avaliação dos traços de personalidade - especificamente, na análise da busca de sensação – comprovaram a existência de uma predisposição a conduta desviante juvenil a partir desse construto personalístico.

Diferente do que concebia por Zuckerman (1971; Zuckerman, Eysenck & Eysenck, 1978

) e os autores destacados no parágrafo anterior em relação ao construto busca de sensação (por exemplo, uma necessidade de viver experiências complexas e de novidades, apenas pelo desejo de afrontar riscos físicos e sociais, com o intuito de satisfazer suas necessidades pessoais), Formiga, Aguiar e Omar (2008) partiram da perspectiva adotada por Arnett (1994), para o qual os traços personalísticos estão inseridos na socialização juvenil, compreendendo o comportamento juvenil, principalmente, aqueles que caracterizam transgressões de normas sociais, como variações do comportamento de risco a partir da investida que o jovem dá a busca de novas experiências e emoções intensas.

A partir dessa concepção sobre busca de sensação foi que Formiga, Aguiar e Omar (2008) desenvolveram um estudo correlacional a fim de avaliar a relação entre busca de sensação e conduta desviante em jovens brasileiros. Esses autores observaram que a busca de sensação da intensidade e da novidade relacionou-se, positivamente, com as condutas desviantes – tanto como a antisocial quanto com a delitiva; a partir de uma análise descritiva, esses autores, também destacaram que a maior percentagem de respostas desses jovens na busca de sensação de intensidade e novidade este maior para quem apresentou uma pontuação alta nas condutas anti-sociais e delitivas; esses resultados se assemelham aos encontrados nos estudos sobre busca de sensação e delinqüência desenvolvido por outros autores.

Porém, os resultados observados por Formiga, Aguiar e Omar (2008), apesar de se mostrarem satisfatórios, faz-se necessário considerar os seguintes questionamentos: o tipo de análise aplicada tem o inconveniente, ela pauta-se estritamente nos dados obtidos não considerando um modelo teórico fixo (neste caso, a perspectiva de que uma maior busca de sensação entre os jovens indica uma maior conduta desviante) que oriente a extração de indicadores estatísticos entre as variáveis independentes (busca de sensação) e dependentes (conduta desviante), bem como, não apresentando qualquer indicação sobre a bondade de ajuste do respectivo modelo teórico.

Um estudo nessa direção empírica, a qual tem sido comum na área das ciências humanas e social - especificamente, na Psicologia (MacCallum & Austin, 2000; Pitali & Laros, 2007) – partindo dos pressupostos teóricos e metodológicos, busca-se contribuir, a partir da análise e modelagem de equação estrutural no programa AMOS 7.0, em direção de uma comprovação teórica da hipótese a que se pretende avaliar – a título de lembrança, o poder explicativo da busca de sensação sobre as condutas desviantes - garantindo uma robustez explicativa entre as variáveis, bem como, apontar em direção da dinâmica multivariada entre elas.

Especificamente, a técnica da análise da Modelagem de Equação Estrutural (MEE) tem a clara vantagem de levar em conta a teoria para definir os itens pertencentes a cada fator, bem como, apresentar indicadores de bondade de ajuste que permitam decidir objetivamente sobre a validade de construto da medida analisada e sua direção associativa entre as inúmeras variáveis. Desta forma, dois resultados principais podem ser esperados ao trabalhar com essa análise: 1- estimativa da magnitude dos efeitos estabelecida entre variáveis, as quais estão condicionadas ao fato de o modelo especificado (isto é, o diagrama) estar correto, e 2 - testar se o modelo é consistente com os dados observados, a partir dos indicadores estatísticos, podendo dizer que resultado, modelo e dados são plausíveis, embora não se possa afirmar que este é correto (Farias & Santos, 2000). Atende-se assim, não a certeza total do modelo, mas, a sua probabilidade sistemática na relação entre as variáveis.

Um dos principais objetivos das técnicas multivariadas – neste caso, considera-se a modelagem de equação estrutural - é expandir a habilidade exploratória do pesquisador e a eficiência estatística e teórica no momento em que se quer provar a hipótese levantada no estudo. Apesar das técnicas estatísticas tradicionais compartilharem de limitações, nas quais, é possível examinar somente uma relação entre as variáveis, é de suma importância para o pesquisador o fato de ter relações simultâneas; afinal, em alguns modelos existem variáveis que são independentes em algumas relações e, dependentes em outras. A fim de suprir esta necessidade, a Modelagem de Equação Estrutural examina uma série de relações de dependência simultâneas, esse método é particularmente útil quando uma variável dependente se torna independente em relações subseqüentes de dependência (Silva, 2006; Hair, Anderson, Tatham & Black, 2005)

De acordo com Farias e Santos (2000), Hair, Anderson, Tatham e Black (2005) e Zamora e Lemus (2008) ao considerar a modelagem estrutural do modelo – isto é, a análise de caminhos (path analysis) - relaciona-se as medidas de cada variável conceitual como confiáveis, acreditando que não existe erro de medida (mensuração) ou de especificação (operacionalização) das variáveis; cada medida é vista como exata manifestação da variável teórica. Assim considerado, desenha-se o modelo teórico que se pretende tomando a partir elaboração hipotética entre as variáveis independente e dependente, isto é, entre as variáveis latentes e variáveis observáveis, por exemplo: no desenho desse modelo – elaboração da ligação entre as figuras caracterizando as variáveis estudadas - um retângulo é considerado como variável observada medida pelo pesquisador; uma elipse é considerada variável latente, isto é, construto hipotético não observado; uma seta com uma ponta indica o caminho ou a relação causal entre duas variáveis; uma seta com duas pontas representa a covariância, isto é, que estas variáveis se associam entre si; por fim, uma bolinha preenchida com um número e letra referem-se a um erro de medida. A partir do momento em que se elabora a hipótese, identifica cada uma dessas figuras associando as variáveis que se quer provar a múltipla influência.

Para que os resultados sejam obtidos faz-se necessário considerar índices de ajuste (escores co-variantes) – os quais destacados na metodologia do presente estudo, na sessão do procedimento – permitindo enfatizar a teoria a que se propõem e sua explicação, simultaneamente, entre as variáveis independentes e dependentes, além de garantir uma melhor avaliação associativa entre as variáveis a que se pretende corroborar no modelo. A grande importância no uso dos estudos de modelagem é tanto em relação à segurança dos resultados multivariados, quanto, partindo de um estudo anterior ou de uma perspectiva teórica - ou até, de ambas. A partir dessa perspectiva espera-se encontrar os seguintes resultados: a busca de sensação (composto pelas dimensões busca de novidade e intensidade) associe-se, positivamente, as condutas desviantes – antisocial e delitiva.

MÉTODO

Amostra

A amostra foi composta por 284 jovens, distribuídos igualmente no nível escolar fundamental e médio da rede privada e pública de educação na cidade de Palmas – TO, com idades entre 14 e 20 anos e uma renda econômica media de 1.160,00 Reais. Os respondentes foram do sexo masculino e do sexo feminino, predominando a participação dos homens (62%); essa amostra foi não probabilística e sim intencional, o propósito era garantir a validade interna dos resultados da pesquisa. 

Instrumento

Os participantes responderam um questionário composto das seguintes medidas:

Escala de Condutas Anti-sociais e Delitivas. Este instrumento, proposto por Seisdedos (1988) e validado por Formiga e Gouveia (2003) para o contexto brasileiro, compreende uma medida comportamental em relação às Condutas Anti-Sociais e Delitivas. Tal medida é composta por quarenta elementos, distribuídos em dois fatores, como segue: o primeiro envolve as condutas anti-sociais, em que seus elementos não expressam delitos, mas comportamentos que desafiam a ordem social e infringem normas sociais (por exemplo, jogar lixo no chão mesmo quando há perto um cesto de lixo; tocar a campainha na casa de alguém e sair correndo). O segundo fator relaciona-se às condutas delitivas. Estas incorporam comportamentos delitivos que estão fora da lei, caracterizando uma infração ou uma conduta faltosa e prejudicial a alguém ou mesmo à sociedade como um todo (por exemplo, roubar objetos dos carros; conseguir dinheiro ameaçando pessoas mais fracas). Para cada elemento, os participantes deveriam indicar o quanto apresentava o comportamento assinalado no seu dia-a-dia. Para isso, utilizavam uma escala de resposta com dez pontos, tendo os seguintes extremos: 0 = Nunca e 9 = Sempre.

A presente escala revelou indicadores psicométricos consistentes identificando os fatores destacados acima; para a Conduta Anti-social encontrou-se um Alpha de Cronbach de 0,86 e a Conduta Delitiva ou Delinqüente, 0,92. Considerando a Análise Fatorial Confirmatória, realizada com o Lisrel 8.0, comprovou-se essas dimensões previamente encontradas (c²/gl = 1,35; AGFI = 0,89; PHI (f) = 0,79, p > 0,05) na análise dos principais componentes (Formiga & Gouveia, 2003). Neste estudo, a presente escala apresentou alfas próximos aos encontrados nos estudo de Formiga (2002; Formiga & Gouveia, 2003), tanto para Conduta Anti-social (alpha de Cronbach (α ) = 0,84) e para Conduta Delitiva ou Delinqüente, α = 0,90; mantendo com isso, sua consistência interna.

Inventário de Busca de sensação. Este instrumento, construído por Arnett (1994; Omar; Uribe, 1998) trata-se de uma escala composta por vinte itens, os quais originam duas sub-escalas referentes à busca intensidade e novidade na estimulação dos sentidos, cada uma com dez itens cada uma. Para respondê-la a pessoa utilizava uma escala de resposta tipo Likert com quatro pontos (1 = não me descreve em nada; 2 = descreve-me em alguma medida; 3 = descreve-me bem e 4 = descreve-me totalmente) devendo indicar nela com um X ou circulando o número que indicasse o quanto cada um dos itens descreve sua conduta habitual.

Caracterização Sócio-Demográfica. Foram elaboradas perguntas que contribuíram para caracterizar os participantes deste estudo (por exemplo, sexo, idade, classe sócio-econômica), bem como, realizar um controle estatístico de algum atributo que possa interferir diretamente nos seus resultados.

Procedimento

Procurou-se definir um procedimento padrão que consistia em aplicar os instrumentos coletivamente em sala de aula, em escolas em diversas áreas urbanas da cidade de Palmas-TO. Desta forma, colaboradores com experiência metodológica e ética, ficaram responsáveis pela coleta dos dados. Após conseguir a autorização tanto da diretoria da escola quanto dos professores responsáveis pela disciplina, os aplicadores se apresentavam em sala de aula como interessados em conhecer as opiniões e os comportamentos das pessoas no cotidiano, solicitando a colaboração voluntária dos estudantes no sentido de responderem um questionário breve.

Para isso, foi-lhes dito que não havia resposta certa ou errada e que, mesmo necessitando de uma resposta individual, estes não deveriam sentir-se obrigados em responder o instrumento podendo desistir a qual momento, seja quanto tivesse o instrumento em suas mãos ou ao iniciar sua leitura, ou outra eventual condição. Em qualquer um desses eventos, não haveria problema de sua desistência, apenas bastava contatar as pessoas responsáveis pela aplicação do instrumento na sala de aula. A todos era assegurado o anonimato das suas respostas, enfatizando que elas seriam tratadas, estatisticamente, em seu conjunto de respostas; apesar do questionário ser auto-aplicável, contando com as instruções necessárias para que possam ser respondidos, os colaboradores estiveram presentes durante toda a aplicação para retirar eventuais dúvidas ou realizar esclarecimentos que se fizessem indispensáveis, não interferindo na lógica e compreensão das respostas dos respondentes. Um tempo médio de 30 minutos foram suficientes para concluir essa atividade.

No que se refere à análise dos dados desta pesquisa, utilizou-se a versão 15.0 do pacote estatístico SPSS para Windows. Foram computadas estatísticas descritivas (tendência central e dispersão). No AMOS 7.0, foram computados e avaliados os indicadores estatísticos para o Modelo de Equações Estruturais (SEM) considerado, segundo uma bondade de ajuste subjetiva, os seguintes indicadores: c2/gl (grau de liberdade), que admite como adequados, índices entre 2 e 3, aceitando-se até 5; Raiz Quadrada Média Residual - RMR, indica o ajustamento do modelo teórico aos dados, na medida em que a diferença entre os dois se aproxima de zero (0); índices de qualidade de ajuste, dados pelos GFI/AGFI, que medem a variabilidade explicada pelo modelo, e com índices aceitáveis a partir de 0,80; CFI, que compara de forma geral o modelo estimado e o modelo nulo, considerando valores mais próximos de um (1) como indicadores de ajustamento satisfatório e o RMSEA, que refere-se ao erro médio aproximado da raiz quadrática, deve apresentar intervalo de confiança como ideal situado entre 0,05 e 0,08. (Byrne, 2001; Hair, Tatham, Anderson & Black, 2005; Joreskög & Sörbom, 1989).

RESULTADOS

A fim de atender ao objetivo principal do presente estudo - testar o modelo teórico (causal) para explicar as condutas desviantes a partir da busca de sensação - considerou-se, um modelo recursivo de equações estruturais; em relação à busca de sensação, os pesos (saturações) que explicam o modelo proposto estão expostos na Figura 1.

Figura 1: Modelo teórico para explicação da conduta antisocial e delitiva a partir da busca de sensação em jovens.

 

Após as devidas modificações nos parâmetros psicométricos (as co-variações entre as variáveis) encontrou-se um modelo adequado para hipótese que se esperava, o qual apresentou a seguinte razão: c2/gl (0,53/2) = 0,03, p < 0,97; RMR = 0,01; GFI = 0,99; AGFI = 0,98; CFI = 1,00 e RMSEA = 0,01 (0,00-0,06). Os pesos da variável considerada – busca de sensação – associou-se, positivamente (λ = 0,26), a conduta antisocial, esta, por sua vez, mediadora positiva (λ = 0,83) da conduta delitiva. Todas as saturações (lambdas, λ) foram estatisticamente diferentes de zero (t > 1,96, p < 0,05), apoiando a adequação do conjunto de variáveis exógenas incluídas no modelo teórico testado.

Garantido o modelo a que se propôs com a amostra geral, optou-se em avaliá-lo a partir da amostra de homens e mulheres, separadamente. Visando atender o objetivo nesta etapa do estudo, considerou-se, também, um modelo recursivo de equações estruturais. Desta forma, observou-se que o modelo que apresentou melhores indicadores ocorreu para a amostra de homens, assumindo a seguinte razão: c2/gl (2,97/2) = 1,48, p < 0,23; RMR = 0,02; GFI = 0,99; AGFI = 0,96; CFI = 1,00 e RMSEA = 0,05 (0,00-0,16) (ver tabela 1).

 

Tabela 1: Indicadores do modelo teórico proposto para a busca de sensação e conduta desviantes em jovens.           

MODELO                                                       c²/gl    RMR    GFI     AGFI     CFI    RMSEA

                  Amostras

Modelo                             Homens            1,48      0,02      0,99     0,96      1,00      0,05

                                          Mulheres              4,42     0,04      0,96     0,81      0,98      0,18                   

 Notas: † = p > 0,05.

 

Para a amostra de homens, observou-se semelhante configuração encontrada no modelo geral (composto por todos os sujeitos do estudo); os pesos da variável considerada – busca de sensação – associou-se, positivamente (λ = 0,25), a conduta antisocial e esta, por sua vez, como mediadora positiva (λ = 0,83) da conduta delitiva. Todas as saturações (lambdas, λ) foram estatisticamente diferentes de zero (t > 1,96, p < 0,05).

            Com esses resultados, pretendeu-se contribuir com mais uma peça no quebra cabeça do estudo da delinqüência; tomando como base explicativa o construto personalístico busca de sensação, aponta-se em direção não somente da perspectiva individual, mas também, do processo socializador em que essas diferenças individuais poderão se formar a fim de compreender os investimentos psicossociais ocorridos na dinâmica juvenil inclusa no ambiente. Essa situação poderá conduzir os jovens para um fator de proteção a partir do momento em que se reconhece o ‘como, o porquê e o onde’ poderá estimular esses jovens a buscarem novas experimentações.

Apesar desses resultados, a partir da perspectiva teórica assumida neste estudo apresentar semelhante direção associativa aos resultados já encontrados por Formiga, Aguiar e Omar (2008) em um estudo correlacional, o presente trabalho ao embasar-se na modelagem de equação estrutural, tem como base estatística, uma maior complexidade de resultados; objetiva-se expandir a habilidade exploratória, a eficiência estatística e teórica no momento em que se quer provar a hipótese do estudo, pois as técnicas estatísticas tradicionais (por exemplo, a correlação de Pearson) compartilham de limitações. As correlações encontradas no estudo de Formiga, Aguiar e Omar (2008) quanto à busca de sensação e condutas desviantes, enfatiza-se apenas uma linearidade entre essas variáveis, afinal é importante observar as relações simultâneas, condição possível analisada na modelagem de equação estrutural com o pacote AMOS 7.0.

Tais resultados sugerem que, ao inferir explicações sobre a manifestação da conduta antisocial e delitiva a partir da personalidade, especificamente, dos traços de personalidade – com base na busca de sensação – deve-se tanto focalizar-se no sujeito e sua desorganização emocional, bem como, o quanto é necessário incluí-la na organização desses traços de personalidade considerando os processos socializadores na família, na escola e nos pares de iguais (colegas, vizinhos, etc.) quando visar o incentivo dos jovens a buscarem experiências novas. Trata-se de uma perspectiva situacionista na formação e mudança contextual nos traços de personalidade e na variação da busca de sensação capaz de predizer o comportamento – neste caso, o comportamento juvenil - quando considerar as disposições individuais e a influência interacional juvenil (Gazzaniga & Heatherton, 2005; Cloninger, 1999).

No que diz respeito à melhor adequabilidade do modelo em relação ao gênero, a amostra de homens apresentou melhor resultado; pode-se não somente enfatizar a respeito da instrumentalidade que esse construto personalístico tem na busca de sensação e a conduta desviante. É possível que esse fenômeno atenda a uma exclusividade masculina, até porque a busca de sensação a novidade e intensidade, com a base teórica aqui assumida, estão inseridas com maior abertura na dinâmica socializadora destinada aos homens. Para essa situação assume-se não somente a diferença entre o papel do jovem homem e da jovem mulher na socialização, mas também, as disposições psicológicas, de masculinidade, as quais tanto correspondem ao estímulo exigido socialmente para que o homem seja mais instrumental e tendente as experiências de risco, quanto a adesão estereotipada às dimensões atitudinais afetivas e comportamentais como sendo ‘coisa de homem’.

Não somente os jovens como um todo – enfatizando a amostra total do estudo – bem como, os homens neste estudo, seriam capaz, simplesmente, de procurarem eventos que o levem a sentir sensações de novidade e intensidade no vazio ou apenas atribuir tal situação a uma condição de organização hormonal e de instinto masculino fazendo com que os jovens estivessem na periferia psicossocial de suas escolhas e tomada de decisão. O que o construto busca de sensação proposto por Arnett (1994; Omar & Uribe, 1998) vem apresentar é que a construção dos traços de personalidade, especificamente, a busca de sensação, ao explicar a quebra uma norma social – representada pela conduta antisocial ou delitiva – aponta para adesão do sujeito em sentir as experiências intensamente; trata-se de uma convergência entre as características individuais e o processo socializador vivido por esses jovens. Partindo dessa perspectiva teórica e empírica (ver figura 1) defende-se que a existência de um comportamento delinqüente, provavelmente, ocorreria quando o jovem manifestar maior tendência a busca de novidade e intensidade, seja devido a sua disposição as novas experiências, seja influenciado pelo contexto em que o jovem está se socializando. 

Com isso, atenta-se para uma maior atenção nas investidas da mídia em geral, quanto dos familiares e dos pares de iguais ao suscitar aos jovens viverem intensamente os seus momentos no aqui e no agora, experimentando, ou sempre procurando experimentar, situações novas, as quais são tomadas como ponto de assimilação para a valorização e a preparação da vida; porém, instigar uma atitude desse tipo é camuflar o amadurecimento do desenvolvimento psicológico e social o qual somente será possível quando socializado conduzindo o jovem em direção das comparações do certo e do errado, do respeito e do dever para com os outros.

CONCLUSAO

Apesar do presente estudo apresentar mais uma das muitas respostas sobre o comportamento desviante entre os jovens; nesse contexto teórico, pretende-se refletir em relação situação-disposição quando se tratar de predizer o comportamento humano – especificamente, o comportamento desviante - a fim de promover fatores de proteção frente a essa conduta de risco. Porém, alguns limites merecem ser destacados, pois estes resultados estão longe de responder definitivamente o problema aqui salientado: 1) seria útil um estudo com as mesmas variáveis entre grupos juvenis institucionalizados e não institucionalizado; 2) avaliar o poder explicativo da busca de sensação e conduta desviante a partir de variáveis de controle, como o status econômico e a dinâmica familiar; 3) outra perspectiva de estudo com as mesmas variáveis estaria na avaliação delas a partir do contexto da socialização, ideologia e administração escolar, comparando-as quanto ao regime mais coercitivo ou mais permissivo em cada contexto escolar; finalmente, 4) seria útil as comparações entre estudos e avaliações clínicas e experimentais quanto à busca de sensação e a predição do comportamento entre pais e filhos.

Considerando os indicadores de bondade de ajuste provou-se a adequabilidade de modelo, bem como, a comprovação da hipótese levantada a partir da perspectiva dos traços de personalidade. Contudo, assumido a comprovação preditiva das variáveis aqui enfatizadas é bom destacar que, quando for considerar os resultados do presente estudo para outro contexto social, faz-se necessário ter em conta os aspectos mais específicos ou universais entre as culturas na avaliação dessas variáveis quando se pretender estudá-las novamente em outros contextos.

Por um lado, é importante considerar as dimensões locais, específicas ou exclusivas (emics) da orientação de cada cultura, bem como, e não menos importante, avaliar as dimensões universais (etics) da Cultura, com o objetivo de comparar os construtos estudados aqui para outro espaço geo-político e social (Muenjohn & Armstrong, 2007; Triandis e cols, 1993; Triandis, 1994; Van de Vijver & Leung, 1997). Aponta-se com isso, para a seguinte direção: conhecer os aspectos que podem ser comuns a todas as culturas e aqueles que são específicos, contribuindo para consolidar um marco teórico da busca de sensação e conduta desviante em jovens, já que não é possível encontrar a mesma intensidade e força na busca de novas experiências entre os jovens, pois tal construto depende, também, da dinâmica socializadora da família.

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1 NOTA DO AUTOR: Doutor em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba. Atualmente, é professor no curso de Psicologia da Faculdade Mauricio de Nassau. Endereço para correspondência: Rua Juiz Ovídio Gouveia, 349. Pedro Gondim. CEP.: 58031-030. João Pessoa - PB. E-mail: nsformiga@yahoo.com.

# Diz respeito ao estudo do comportamento individual com a finalidade de elaborar leis de comportamento, nas quais todas as pessoas pudessem ser encaixadas, ou enfatizar ao estudo do indivíduo procurando conhecer suas singularidades.

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