Psicología y Educación Integral A.C. 
Revista Internacional PEI: Por la Psicología y Educación Integral
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Volumen V. Número 11. Julio-Agosto 2016
 
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DESCOBRINDO UMA PROFISSÃO: PROJETO PARA A FORMAÇÃO DA IDENTIDADE OCUPACIONAL EM ADOLESCENTES

 

DISCOVERING A PROFESSION: PROJECT FOR THE FORMATION THE OCCUPATIONAL IDENTITY IN ADOLESCENTS

 

DESCUBRIR UNA PROFESIÓN PROYECTO PARA LA FORMACIÓN DE LA IDENTIDAD PROFESIONAL EN ADOLESCENTES

 

Maria Sara de Lima Dias[1]

Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Mayara Izidoro de Almeida

Universidade Tuiuti do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil

Pedro Moreira da Silva Neto

Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, Paraná, Brasil

 

 

 

DESCOBRINDO UMA PROFISSÃO PROJETO PARA A FORMAÇÃO DA IDENTIDADE OCUPACIONAL EM ADOLESCENTES

 

RESUMO: Este artigo se refere a um projeto de intervenção como processo de orientação profissional realizado através de dinâmicas de grupo, dramatizações e entrevistas.  O processo de descobrir uma profissão foi desenvolvido com um grupo de alunos que cursavam o Ensino Médio em um Colégio Estadual  durante cinco encontros. Considera-se que a orientação profissional permitiu aos jovens o conhecimento de si mesmos e a construção de um projeto de vida. As atividades possibilitaram o desenvolvimento de sua expressão e permitiu ajudá-los a identificar seus pontos positivos, incentivando-os a irem à busca ativa de seus objetivos através de uma profissão que possibilite a transformação da realidade social na qual se encontram.

Palavras chave: orientação profissional; projeto de vida; intervenção escolar.

 

 

ABSTRACT:The objective of this article is reporting an intervention project as career guidance process accomplished through group dynamics, roles plays and interviews. The process of finding a profession was developed with a group of students attending high school in a State College during five meetings. It is considered that career guidance has enabled young people the knowledge of oneself and building a life project. The project allowed for help them identify their strengths, encouraging them to go to active their goals through a profession that enables the transformation of social reality in which they find themselves.

Keywords: career guidance; life project; school intervention.

 

RESUMEN:El objetivo de informar de un proyecto de intervención como proceso de orientación profesional logra a través de dinámicas de grupo, dramatizaciones y entrevistas. El proceso de encontrar una profesión se desarrolló con un grupo de estudiantes que asisten a la escuela secundaria en un colegio estatal durante cinco sesiones. Se considera que la orientación profesional ha permitido a los jóvenes el conocimiento de uno mismo y la construcción de un proyecto de vida. El proyecto permitió a ayudarles a identificar sus puntos fuertes, animándoles a ir a activos de sus objetivos a través de una profesión que permite la transformación de la realidad social en que se encuentran.

Palabras clave: orientación profesional, proyecto de vida, intervención en la escuela.

 

 

 

 

I. INTRODUÇÃO

 

Este artigo foi desenvolvido a partir de um projeto de intervenção em um Colégio Estadual de Curitiba. Objetivou-se facilitar a descoberta de uma profissão, durante um processo de orientação profissional de adolescentes de quatorze a dezesseis anos que cursavam o primeiro ano do Ensino Médio. A Orientação Profissional (OP) caracteriza-se como uma prática que “objetiva auxiliar as pessoas a conscientizarem-se dos caminhos possíveis, escolhendo a partir de uma apropriação de seu contexto e dos fatores que influenciam a escolha, que acaba por sensibilizar o jovem para a construção de seu projeto de vida”. Mandelli, Soares e Lisboa (2011, p. 53).

Neste sentido se o jovem não for o agente desse projeto ficará alheio aos seus próprios planos de vida ao consentir que outros decidam por ele. Compreende-se que para os jovens de baixa renda a OP se torna fundamental justamente pelas poucas oportunidades de escolha. Estas possibilidades quando conhecidas dos sujeitos, ainda que restritas, permitem vislumbrar caminhos profissionais onde a realização de um projeto de vida torna-se possível. Bohoslavky (1971/1991) sugere que o professor poderia inserir informações em seus conteúdos de aula sobre as áreas de trabalho e profissões, a fim de auxiliar os adolescentes em suas escolhas. Observamos, no entanto, que tais orientações ainda não acontecem em nossas escolas públicas, e ao final do ensino médio os adolescentes encontram-se angustiados pela obrigação da escolha e também desorientados. Neste sentido o trabalho de intervenção na escola pública cumpre a função de contribuir com a transição dos jovens para a sua inserção na realidade do mundo profissional.

A intervenção realizada pretendeu desenvolver uma ampla compreensão da profissão dentro do contexto vivenciado pelos jovens, sendo este um dos grandes problemas que o adolescente tem de resolver muitas vezes precocemente. No entanto compreender o universo complexo das profissões e das formas de trabalho se relaciona diretamente com a escolha profissional com a condição econômica social dos jovens. Assim o contexto deve ser considerado em qualquer projeto de intervenção que vise apresentar e conseqüentemente gerar oportunidades e novas perspectivas de futuro. 

O ato da escolha profissional se estabelece junto com reflexões outras como  qual a identidade do jovem e quais suas pretensões, repercute naquilo que vai fazer de sua própria vida. Escolher é ao mesmo tempo é um momento de afirmação da sua  auto-estima e um ritual de passagem. Consideramos que nesta fase de sua vida a escolha pode com freqüência desencadear crises, medos ou ansiedades que repercutem na formação de sua identidade ocupacional.

Segundo Soares (2010, p. 135), a adolescência “é um momento de transição no qual se efetua uma reorganização da identidade, e a passagem do mundo da infância ao mundo adulto [...] tempo de transformação, acompanhado de dúvidas e angústia, é também aquele em que [...] o adolescente busca saídas que lhe permitam conquistar como adulto um lugar próprio”. O adolescente necessita assim de orientação e apoio para que possa superar esta fase de transições.

A busca de uma decisão profissional pelo jovem é algo constantemente cobrado pela família, pela sociedade e pelos demais significativos, deste modo assumir compromissos e colocar-se frente à vida adulta significa uma profunda mudança de seu papel no mundo. O lugar da identidade profissional e dos valores associados à escolha profissional não é estático, portanto deve-se analisar o “contexto sociocultural” conhecer as organizações existentes e disponíveis relacionando-as às oportunidades que os adolescentes podem reivindicar.

Conhecer o lugar e as oportunidades significa saber o que, quando, onde e como será a profissão escolhida. A esta fase do conhecimento chamamos de “exploração”, onde o jovem é estimulado a busca de respostas à escolha e da definição de seus projetos de vida. Assim reconhecendo a necessidade de informação profissional dos jovens, surgiu a necessidade de se fazer um projeto para a formação da identidade ocupacional dos adolescentes. A demanda para um grupo de orientação profissional partiu de um apelo da escola, para atender os alunos do 1º ano do ensino médio para auxiliá-los nesta busca.

 

II. O projeto de vida na adolescência

 

Em um processo de orientação profissional, é importante compreender a busca por um projeto que resulte na autonomia da escolha profissional do adolescente. Tal projeto de vida na adolescência está relacionado com o processo de escolha e o significado pessoal atribuído ao trabalho na vida do jovem. A adolescência costuma ser caracterizada como um período preparatório para a vida adulta o grande tema do adolescente é a formação de uma identidade pessoal e profissional que está relacionada com o seu contexto e sua história pessoal. Nesta fase “há construção da identidade do adolescente que é diferenciada da identidade infantil [...], tomando um lugar de maior importância o grupo de amigos, nos setores como esportes, música, cinema, televisão e os professores” (Zavareze, 2008, p. 3).

O jovem começa a se preocupar com o futuro por meio da escola, da família, dos amigos. A preocupação dos adultos de que o adolescente possua um ideal de vida e perspectivas para o futuro é motivada pelo esforço em garantir que mais tarde estes possam sustentar a cultura e passá-la de geração a geração à sociedade (Blos,1996).

            Segundo Serrão & Baleeiro (1999 citado por Marcelino, Catão & Lima, 2009, p.545) o momento em que as escolhas são feitas, os projetos começam a ser construídos contendo a visão que o adolescente tem de si mesmo, “das suas qualidades e daquilo que deseja alcançar, e sua “visão de futuro” está ligada às suas vivências e experiências anteriores e às relações estabelecidas até então na sua história”.

            A construção do projeto de vida é um processo de desenvolvimento pessoal/social, que permite ao adolescente estar “preparado para iniciar essa construção ... compartilhá-la com o grupo e comunicar sonhos, desejos, planos, metas” (Marcelino, Catão & Lima, 2009, p. 545). A identidade constitui o seu próprio percurso adolescente nas tomadas de decisões (Knobel,1981). Para Bohoslavsky (1971/1991), a identidade profissional é um dos aspectos da identidade e parte de um sistema mais amplo. A identidade profissional é, portanto, parte da identidade pessoal total, e pode ser compreendida como “a autopercepção, ao longo do tempo, em termos de papéis ocupacionais”.

A identidade profissional se relaciona estreitamente com a escolha profissional, fundamental na normalização das relações com o mundo: “sou aquilo que faço”. A escolha de papéis e a definição concreta de uma profissão é, em geral, formada na adolescência, época de grandes transformações para sujeito que comumente está em processo de inserção no mercado de trabalho (Rappaport,1981).             O processo de Orientação Profissional não dever se visto apenas como auxílio na escolha de uma ocupação, mas como parte do processo de busca da identidade pessoal (Wainberg, 1997 citado por Zavareze, 2008).

O estudo da formação da identidade ocupacional se relaciona com o processo da escolha profissional, com o conhecimento e reconhecimento das mudanças do mundo do trabalho. Na perspectiva da OP, o uso de experiências com grupos tem mostrado resultados satisfatórios (Dias & Soares, 2007).

Para Lucchiari (1992) a Orientação Profissional deve ser parte do processo de educação, o que significa que a escolha deveria estar organicamente inserida na formação do estudante, deixando de ser uma etapa estanque de decisão para integrar-se ao processo educativo. A Orientação Profissional se constitui num importante campo de práticas relevantes, não se tratando, portanto, de sua extinção, mas do seu redimensionamento.

A orientação profissional diz respeito não somente à busca de conhecimento do mundo das profissões, mas dos valores e competências dos jovens, é, portanto, também facilitadora do processo de constituição da identidade individual.  O adolescente enquanto um ser sócio-histórico se expressa mediante a linguagem, na qual os componentes afetivos, históricos e sociais do seu pensamento estão presentes na escola.         

             Segundo Lucchiari (2002), para facilitar a escolha devem ser trabalhados os seguintes aspectos na OP: conhecimento de si mesmo, visão de futuro, expectativas da família x expectativas pessoais, reconhecimento das próprias preferências e valores. Assim, para além do conhecimento das profissões e do mundo do trabalho atual é preciso pensar na escolha propriamente dita - a escolha implica em decisão pessoal.

A OP é uma prática da psicologia que pretende auxiliar as pessoas no reconhecimento de suas possibilidades de escolha profissional. Neste sentido, compreender o contexto e a dimensão dos diferentes fatores que se relacionam com a escolha profissional pode permitir ao jovem a tomada de decisões mais acertadas sobre a sua própria vida.

          

III. MÉTODO

O projeto de intervenção em OP ocorreu com alunos do 1º ano do ensino médio durante cinco encontros de duas horas cada, no espaço cedido pelo Colégio. As atividades desenvolveram-se no horário contrário ao das aulas dos alunos, como atividade extracurricular. Participaram 20 alunos, sendo 10 meninas e 10 meninos com idade entre 14 e 16 anos.

No grupo se estabelecem importantes laços de relações que favorecem não só a comunicação, mas o intercâmbio de experiências intersubjetivas. A partir deste intercâmbio se produzem novas aprendizagens e saberes com potencial de mudança comum. Neste sentido, “el trabajo grupal es una experiencia intensiva, por tiempo limitado, entre un conjunto limitado de personas, que devendrán grupo acorde (…) a un pacto de trabajo sobre un problema, (…) a través de la interacción de los miembros y la acción de un coordinador que facilita la realización de la tarea (el trabajo sobre el problema)”(Calviño, 1998, p.96).

Durante os encontros foram realizadas atividades como dinâmicas de grupo, introspecção e relaxamento, recorte e colagem, desenho, dramatização das profissões, sessões de informação, discussão e reflexão sobre profissões e entrevista individual.

           Para proporcionar uma visão mais clara acerca dos resultados, a coleta de dados foi feita através do registro da fala dos adolescentes em cada atividade realizada. As atividades realizadas estão descritas para melhor visualização, conforme o quadro abaixo:

ENCONTROS

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

1º ENCONTRO

A – 1ª atividade – Apresentação;

B – 2ª atividade – Introspecção com auxilio de exercícios corporais;

    2º ENCONTRO

C – 3ª atividade – Cartazes sobre visão de futuro;

D– 4ª atividade – Discussão dos interesses pessoais dos adolescentes;

3º ENCONTRO

E – 5ª atividade – Informação ocupacional;

F – 6ª atividade – Transmissão de informação ocupacional e vínculos com as carreiras;

4º ENCONTRO

G – 7ª atividade – Reforçar objetivos do terceiro encontro;

H – Continuação da 7ª atividade: Projeção do Futuro;

I – 8º atividade – Questões para autoconhecimento;

J – 9ª atividade - Técnica do Aeroporto para avaliação do processo individual de escolha;

5º ENCONTRO

K – 10ª atividade – Entrevista Individual para avaliação pessoal do processo de OP.

Tabela 1 – Atividades desenvolvidas ao longo da intervenção de Orientação Profissional.

 

IV. RESULTADOS

Os encontros do projeto de intervenção “Descobrindo uma Profissão” tiveram como principal objetivo verificar como os adolescentes estavam desenvolvendo sua identidade profissional e auxiliá-los nesta busca através de dinâmicas e práticas grupais. Num primeiro momento procurou-se favorecer o auto-conhecimento e, para isso, logo no primeiro encontro foi realizada a apresentação do projeto e dos participantes, bem como as regras e carga horária. Cada participante se apresentou frente ao grupo, com objetivo de verificar qual era a sua visão de futuro em relação a uma profissão e comentar o que fazia no dia a dia, a fim de refletirem sobre seu projeto de vida e se já haviam pensado em alguma profissão futura.

Quando os adolescentes comentaram a visão de futuro e o que faziam pôde-se perceber que muitos não tinham clareza sobre o que gostariam de ser, como representa a fala do aluno B., que se apresentou dizendo que em suas horas vagas gosta de jogar futebol, e que um dia pretende virar policial para “matar todos os traficantes”. Pode-se observar nesta narrativa que frente às características do contexto em que vive o jovem a profissão do futuro é somente aquela que este percebe como importante na organização social local. Outros alunos demonstraram não estar preocupados com o futuro e com o papel social e profissional que iriam desempenhar e outros ainda que nunca haviam pensado sobre isso. Como no caso da aluna K., que disse não fazer nada durante o dia, somente “gosto de dormir”, relatando que “não possuo expectativas para o futuro”.

Para estes jovens é muito difícil pensar sobre o futuro, pois vivem um presente imediatista, no entanto, é preciso perceber que as escolhas de agora implicam em um futuro não muito distante. Assim precisamos ter clareza dos objetivos para escolher um meio de alcançá-los (Dias, 2009).

 A segunda atividade no primeiro encontro possibilitou um movimento de introspecção e com auxílio de exercícios corporais permitiu a reflexão, levando-os a pensar sobre seu posicionamento perante a vida. Ao relatarem sua experiência na dinâmica os adolescentes manifestaram preocupação com o que os pais esperam deles como o aluno B. “Nunca pensei sobre isso, mas meus pais falam que eu tenho que estudar pra ser alguém”. Segundo Dias (2009), o projeto de vida acompanha os sujeitos como uma forma de preparação para a fase subseqüente, pensar não só a profissão, mas a vida familiar e social.

No segundo encontro foi realizada uma atividade de integração do grupo com cartazes que representavam os ideais de futuro onde os adolescentes manifestaram suas identificações, projetos e sonhos. O objetivo era que os alunos pudessem também representar as expectativas em relação ao processo de orientação profissional.

Durante a terceira atividade, os recortes e colagens possibilitaram aos adolescentes a representação de si frente ao outro. Os alunos se dividiram em três grupos. O cartaz do primeiro grupo representava colagens de moeda, dinheiro, carro e animais. Explicaram que a moeda e o dinheiro representavam o sucesso profissional que um dia eles almejam alcançar. O cartaz do segundo grupo representava figuras com a palavra “futuro”, números que representavam à profissão de contabilidade que um dos participantes afirmou que queria exercer. O cartaz do terceiro grupo continha figuras relacionadas a futebol, um computador e um tanque de guerra, sobre o qual P. afirmou: “meu sonho é ser um jogador de futebol mundialmente conhecido” e B. explicou: “meu maior sonho é ser policial”. Por meio das falas desses alunos durante a atividade pode-se perceber quais as expectativas em relação ao futuro e como colocaram seus sonhos de um futuro desejado em suas reflexões sobre escolha profissional.

A quarta atividade objetivou favorecer as percepções sobre as características pessoais. Os alunos dividiram-se em duplas e receberam frases para completar: 1. Quando eu for... 2. Onde estarei quando... 3. Quando eu tiver... 4. Como eu vou... A apresentação ao grupo permitiu as duplas colocarem-se um no lugar do outro durante a apresentação.  “Como eu vou lutar, para chegar a meus objetivos?” (K.). S. escreveu: “Como eu vou levar a vida quando estiver em uma faculdade?” P. escreveu. “Onde estarei quando crescer na vida?”;Como eu vou ser alguém na vida?”. J. escreveu “Quando eu tiver minha profissão, será que serei feliz?”. Todos buscam encontrar uma carreira de sucesso no futuro, mas julgam seu presente de uma forma ingênua onde não existem mais certezas sobre o amanhã (Dias, 2009).

A insegurança a respeito do respeito ao futuro faz com que o presente dos jovens seja objeto de freqüente questionamento. A orientação profissional permite, portanto o desenvolver então uma atitude crítica e ao mesmo tempo uma crença na vontade da superação, como ilustram em suas falas: “Quando eu tiver uma profissão, pretendo me dedicar totalmente a ela.” (K.); S. escreveu: “Vou batalhar muito, me formar e ser alguém na vida”; “Como eu vou: Com minha força de vontade” (R.). Nas frases completadas houve grande preocupação com o futuro, muitos visavam o  sucesso financeiro, mas também satisfação pessoal. Compreendemos que a identidade profissional é um dos aspectos de identidade do sujeito, assim é algo que permite algum tipo de auto-satisfação e bem estar pessoal ao jovem (Bohoslavsky, 1987).

Ainda no segundo encontro foi proposta aos jovens uma tarefa de casa – a “ARGEVOC” (árvore genealógica vocacional), onde estes deveriam fazer representar em uma árvore as profissões dos membros da família.

No terceiro encontro, cada aluno comentou sobre a tarefa de casa, explicando o que cada profissão familiar representava para si e ao mesmo tempo como os pais podem influenciar em sua escolha ou não. Observou-se que os conteúdos trazidos para o debate da árvore genealógica vocacional, permitiram aos alunos visualizar conteúdos, normas, regras e valores do trabalho dos pais que interferem de diferentes formas e influenciam suas decisões de projeto futuro.

 A quinta atividade visou informá-los sobre as profissões, maneiras de ingressar em cursos superiores, de forma à  esclarecer dúvidas a respeito das perspectivas do futuro. Foram entregues fichas contendo algumas profissões, bem como cursos superiores, cursos técnicos, maneiras de ingressar na universidade como ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), PROUNI (Programa Universidade Para Todos) e FIES (Financiamento Estudantil), cursos pré-vestibulares. Neste momento o aluno J., perguntou “como uma pessoa que possui condições financeiramente precárias poderia ingressar em uma faculdade?” Esta afirmação indica o medo do mercado de trabalho atual onde conclamam-se os jovens a desenvolverem suas competências porém muitos não conseguem condições para se qualificar, (DIAS, 2009). Foi explicado ao aluno que durante a atividade seriam apresentadas oportunidades de ingressar em uma universidade, como PROUNI e FIES, sendo que a maioria dos jovens desconhecia os processos. Foram entregues 12 fichas sendo uma para cada aluno, cada uma contendo assuntos relacionados às profissões e maneiras de ingressar em um curso superior.

          Cada aluno leu uma ficha em voz alta, e se comentou sobre cada uma, informando salário, ocupação, disponibilidade, e outros pontos de cada profissão ali descrita. Após foi realizada a sexta atividade, cujo objetivo era incentivar os adolescentes a esclarecer se os vínculos familiares contribuem, de forma significativa, para escolha profissional. Como Alberti (2004) afirma, o adolescente está em constante mudança, tentando estabelecer sua identidade, mas para que isso ocorra, o mesmo deve estar preparado para entrar no mundo adulto e se separar do mundo infantil. Assim, é na adolescência que a busca da autonomia se intensifica.

Durante essa atividade, foram distribuídas tiras contendo profissões e bonecos feitos de papel para que cada aluno escolhesse seis tiras. Depois, de forma lúdica e criativa, os alunos precisavam estabelecer relações de parentesco e amizades com esses bonecos, atribuindo a eles, as respectivas profissões que escolheram. Depois de recebida a instrução, os alunos apresentaram suas escolhas ao grande grupo.  O aluno B. colocou: “Turismólogo, representando seu amigo R.; Assistente social, representando sua prima e Terapeuta Ocupacional, representando sua amiga G.”. O aluno R. colocou: “Músico, representando seu amigo P.; Dançarina, representando a estagiária e Fonoaudióloga, representando a professora R.”. O aluno L. relatou: “Metalúrgico, representando seu tio; Bióloga representando sua tia e Pintor, representando seu primo”. A aluna E. colocou: “Matemático representando seu tio; Artista Plástico, representando sua Irmã G. e Produtora de Moda, representando sua Irmã J.”; O aluno P. colocou: “Atleta, representando seu amigo R.; Fotógrafa, representando sua amiga S. e Farmacêutica, representando sua amiga E.”. A aluna K. relatou: “Jornalista, representando sua irmã; Pesquisadora, representando sua tia e Cientista, representando sua amiga G.”, e assim sucessivamente representados.

 É interessante notar que os adolescentes não representaram seus pais na foto, mas sim tios, amigos, primos, pessoas que não estão diretamente ligadas a eles como as figuras parentais. A família é considerada importante na escolha: “contudo o jovem não baseia sua decisão apenas nos familiares. Ele é influenciado pelos pares, que são os “outros” significativos na sua vida” (Santos, 2005, p.59). Uma dimensão importante sobre as escolhas é que muitas delas se dão por meio de modelos profissionais com os quais os jovens têm contato, por exemplo, amigos, professores, vizinhos, entre outros. Finalizou-se assim o encontro, com os objetivos alcançados, tendo sido possível perceber que os participantes puderam conhecer novas profissões, por meio da informação profissional, identificar-se com algumas delas e refletir sobre o projeto de vida.

  A sétima atividade teve como objetivo reafirmar os objetivos do encontro anterior. Cada um escolheu um profissional que estava presente em uma fotografia recortada de revistas. As fotografias eram de diversas atividades ocupacionais e demonstrava pessoas em situação de trabalho. Foram meios de facilitar a dramatização de uma conversa sobre as profissões. Foi instruído para que usassem a criatividade e agissem como se realmente exercessem a profissão escolhida na fotografia. O adolescente pode se colocar no lugar de um profissional e imaginar o que significa ser profissional a partir do simbólico e por meio de modelos que puderam vivenciar (Canclini, 2004).

Pôde-se notar que os alunos perderam um pouco da timidez do primeiro encontro e envolveram-se na atividade com prazer. No quarto encontro foi entregue uma folha de papel em branco, para que os adolescentes se imaginassem, por um momento em uma cena do futuro realizando uma atividade ocupacional em que tivessem sucesso, depois deveriam desenhar o que imaginaram. Foi dado um tempo para que desenhassem e em seguida apresentaram para o grupo seus desenhos. O aluno J. representou um jornalista, escrevendo “O dia perfeito”, “num belo dia de terça-feira, acordei feliz, agradeci a Deus por mais um dia, pela saúde, pela família e fui trabalhar; chegando lá me mandaram à Itália para entrevistar um jogador de futebol, o Kaká, que é o melhor jogador de futebol atualmente, então tomei um café e fui pegar o jatinho da empresa. Chegando lá fui bem recepcionado, fui até a casa do jogador, tivemos uma conversa, uma boa entrevista, voltei embora feliz. Chegando ganhei férias e um aumento salarial e curti com minha família e amigos”:

 O aluno B. representou um jogador de vôlei e outros alunos ainda representaram: M. uma psicóloga, B. um turismólogo, R. fonoaudiólogo, E. produtora de moda. Os alunos puderam se projetar em uma profissão do futuro, com suas expectativas e desejos, experimentando outras profissões que não aquela que tinham em mente no começo dos encontros. Então foi realizada a oitava atividade; foi entregue uma folha de papel e solicitou-se que os alunos respondessem as seguintes questões: 1. Quem sou eu? 2. Quem eu gostaria de ser? 3. O que uma profissão representa para mim? 4. Por que é tão difícil escolher uma profissão? 5. Preciso me dedicar para alcançar meus objetivos? 6. Por que quero ser alguém na vida? O propósito da atividade era estimular os alunos a irem em busca de respostas que pudessem desenvolver a identidade em relação às profissões por meio do autoconhecimento.

        Ao pensarmos sobre quem somos, estamos nos questionando sobre de onde viemos e para onde vamos. Quem é esse “eu” de quem se fala? O processo de conhecer-se a si mesmo vai concretizando em nossa existência aquilo que somos. (Dias, 2009). O aluno J. demonstrou interesse em falar sobre sua escolha, dizendo: “eu posso me dar bem um dia em jornalismo, gosto de ser comunicativo”, “Sei que vou precisar me dedicar, mas é isso que eu quero”. Segundo Dias (2009) tornar o jovem capaz de discriminar seus próprios gostos e interesses faz parte do planejamento de carreira, necessário para o sujeito tomar consciência do que interfere sua escolha, como no caso do aluno J. citado acima.

 Foi realizada a nona atividade onde cadeiras foram colocadas de forma a fazer a alusão de uma viagem de avião e foram distribuídos passaportes feitos de cartolina aos alunos. Foi instruído aos alunos a imaginar-se no futuro, de forma lúdica.

 Com as escolhas profissionais feitas ao longo dos encontros, os participantes escreveram em seus “Passaportes do Futuro”, seu nome, profissão, destino de viagem e o que fariam lá. Os alunos foram divididos em duplas, nas quais cada “profissional” interagia na viagem com o passageiro assentado ao lado. Após isso, eles contaram ao grande grupo, o que seu colega ao lado havia lhe contado.

O objetivo da atividade era que por meio da identificação de um futuro desejado procurassem-se os meios próprios para fazê-lo realidade. A autoria pessoal da história do sujeito define-se por um projeto, como é demonstrado: “Nome: R.C. Minha profissão: Empresário. Destino: Japão. Eu estou representando minha empresa para  ‘vender meu peixe’. Empresa: Mecânica “auto peças”. Representante: R.”. “Nome: P. Profissão: Professor de Educação Física. Destino: Alemanha – estudar um pouco sobre educação física”. Nome: S. Profissão: Psicóloga. Destino: Nova York. Fui tratar um paciente em um hospital de Nova York. Paciente: Robert”.

Segundo Bauman (2001), a capacidade de fazer projeções do futuro é a condição de todos os comportamentos chamados racionais. Para se ter uma intenção bem pensada de transformar o presente em referência a um futuro projetado, é necessária uma pequena quantidade de controle sobre o presente.   Nesta atividade os adolescentes se projetaram em uma profissão no futuro, puderam vivenciar o “vir a ser” imaginando-se no lugar do profissional, no que ele pode vir a ser.

            Logo depois, os alunos foram divididos em três grupos e foram entregues aos alunos os cartazes que haviam sido confeccionados neste encontro. Foi discutida a desistência dos encontros por algum colega, mostrando que muitas vezes, na vida profissional, eles irão presenciar pessoas que desistirão ou mudarão de profissão. Também, foi questionado aos alunos, se eles tirariam ou acrescentariam alguma profissão ou figura que eles representaram naquele cartaz. Os alunos retiraram figuras pertencentes a colegas que desistiram dos encontros e figuras que eles não consideravam mais pertencentes a suas vontades, acrescentando suas novas escolhas.

O primeiro grupo disse que J.  desistiu logo no segundo encontro, pois “precisava cuidar do irmão mais novo enquanto os pais trabalhavam”, também a aluna M. acrescentaria um Pet Shop, pois queria ser veterinária. O segundo grupo não acrescentou nem retirou figuras. No terceiro grupo, o aluno P. disse que tiraria o jogador de futebol e acrescentaria um professor de Ed. Física.  Pode-se perceber a confirmação de que é comum os jovens ficarem indecisos durante certo tempo sobre o que gostariam de fazer e com quem gostariam de estar, uma vez que trocaram suas escolhas feitas no primeiro encontro. Pode-se levantar a hipótese de que o processo de orientação profissional tenha conduzido o jovem a uma reflexão que reposicionou sua escolha de modo a não baseá-la em modelos idealizados. 

Esta atividade possibilitou aos adolescentes perceberem que suas escolhas representam compromisso consigo mesmo e com as suas decisões passadas, presentes e futuras, que consiste em formular escolhas e projetá-las em um futuro profissional (Dias, 2009). No quinto encontro foi realizada uma entrevista individual que permitiu ao adolescente uma conversa em que poderiam expor seus sentimentos e escolhas pessoais em relação a si mesmos, ajudando-os a identificar seus pontos positivos, incentivando-os a irem à busca de seus objetivos.

Os adolescentes sentiram-se à vontade para expressar o que sentiam durante a entrevista. Foram revistas às atividades produzidas por eles e levantadas questões que pudessem fazer o aluno refletir sobre suas escolhas. O aluno J. contou que mora com os pais, mas que durante o dia fica sozinho, também contou que quer ser jornalista porque se identificou com a profissão e considerava-se comunicativo. A aluna S. disse que mora com os pais e que quer ser psicóloga, pois “gosto de ouvir as pessoas e ajudá-las quando passar por problemas” e que “quer ser alguém, para meus pais se orgulharem, para poder comprar coisas e ajudar os outros”.

          O aluno P., disse que gostaria de ser professor de educação física, pois quando começaram os encontros, não imaginava o que queria ser, mas depois fez sua escolha: “estou bem feliz com minha decisão”. Ele comentou que antes, ele via que “gostava muito de jogar futebol, fazer exercícios, e com os encontros consegui ver no que me encaixava e o que gosto de fazer”.

      Dias (2009) afirma que uma escolha autônoma e responsável implica na conscientização dos fatores internos e externos que influenciam no processo decisório. Assim, a identidade profissional relaciona-se com a escolha profissional, com grandes transformações que o sujeito passa ao longo da vida e principalmente em seu processo de inserção no mercado de trabalho.

      O aluno R., disse que assim como seu amigo P., ele “não tinha pensado em nada antes, mas sabia que gostava muito de corrida de carro e ver rachas nas ruas, mas agora penso em ser administrador, pois com os encontros vi que não é tão fácil assim ser piloto de carro,  pois teria que começar quando criança, sendo que não foi isso que fiz porque meus pais não possuíam condições”, mas  olhando as escolhas de meus colegas e com a realização das dinâmicas, pensei bastante no que queria ser profissionalmente. Comentou que “agora converso com meus pais sobre as profissões e pergunto como é ser administrador de empresa” e diz que “vou me empenhar muito nos estudos para conseguir fazer uma faculdade um dia”. Novamente percebe-se que um processo de orientação profissional no qual se oferece a oportunidade de reflexão contribui para uma maior consciência sobre o futuro pessoal.

Diante da fala de todos os adolescentes, pode-se perceber que o tempo utilizado para refletir permitiu um conjunto de condições e conhecimentos em relação a si mesmo favorecendo uma escolha profissional. Após a entrevista individual houve o feedback de todos os encontros e atividades realizadas, para mostrar aos alunos o progresso perante a busca por uma profissão e comentar a respeito das escolhas feitas.  Os alunos agradeceram pela ajuda frente à escolha e à perspectiva pessoal que cada um tinha de si mesmo. A “indecisão” mostrada por eles nos primeiros encontros deu lugar à “segurança” de poder escolher frente a seus desejos e descobertas uma profissão que trouxesse realização pessoal e profissional.

            

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em nossa cultura, o adolescente precisa enfrentar diversos problemas na busca da identidade pessoal e profissional para se integrar no mundo adulto. Observou-se a pressão que recebem da sociedade para uma escolha profissional, como a fala de P.: “Onde estarei quando crescer na vida?”; “Como eu vou ser alguém na vida? A sociedade tem influenciado na busca por uma profissão cada vez mais cedo e, no entanto nega ao mesmo as informações necessárias para permitir a tomada de decisão.

No inicio dos encontros muitos não tinham clareza sobre o que gostariam de ser, como no caso da aluna K que disse não fazer nada durante o dia e que não possuía expectativas de futuro. Com o passar dos encontros foi se tornando mais claro a necessidade da orientação profissional para estes jovens e no último encontro muitos disseram ter pensado muito sobre o assunto, sobre sua vida e profissão no futuro.

Constatou-se a necessidade de esclarecimentos sobre as profissões e cursos, maneiras de ingressar em universidades, programas de incentivo as pessoas com baixa renda, cursinhos preparatórios, entre outros, possibilitaram um maior conhecimento sobre o contexto social e suas possibilidades de futuro.

Os adolescentes puderam refletir; pesquisar e se informar sobre diversas oportunidades. O objetivo do projeto “Descobrindo uma Profissão” foi plenamente atingido ao despertar nos adolescentes o interesse pela busca de uma profissão e pela busca do autoconhecimento. Foi possível observar novas posturas de busca de informação em relação às profissões. 

Este processo permitiu aos adolescentes mudarem de opinião, escolher outras profissões e, acima de tudo, manifestar um desejo de futuro profissional que muitos não tinham e que para eles representa um caminho para uma vida melhor e um sentido de valor na sua existência pessoal. O interesse em encontrar na vida profissional  plena realização pessoal e ocupacional foi presente nos debates.

Observou-se também uma grande preocupação com recursos e meios disponíveis para iniciar uma vida profissional, colocando em questão a condição financeira dos alunos. Os jovens participantes demonstram um desejo de melhorar suas condições econômicas e sociais, vinculando projetos futuros a ter uma profissão que gere condições de vida digna para manter uma família. Apresentaram grande preocupação com o lugar em que estão inseridos e demonstram o desejo de alguma forma sentirem-se úteis e capazes de melhorar as condições do país em que vivem e ter uma sociedade menos violenta e destrutiva.    

Foram sugeridas à Escola que poderiam ser desenvolvidas atividades extracurriculares, como visitas a determinados locais para se ter uma melhor perspectiva da realidade dos profissionais de hoje. Com relação às atividades na própria escola, foram sugeridas palestras com profissionais de várias áreas, a interação com cursos profissionalizantes, a divulgação e explicação sobre cursos, concursos e vestibulares, bem como sobre o próprio ENEM e o PROUNI, ainda desconhecidos em sua sistematização de acesso ao ensino superior. O projeto de intervenção da OP na escola possibilitou aos jovens se projetarem no futuro e refletir sobre seus sonhos, expectativas e os meios pelos quais podem transformar o contexto em que vivem. Considera-se ainda fundamental que o trabalho do orientador profissional esteja aliado ao trabalho pedagógico nas instituições escolares. Este contexto pode beneficiar a orientação dos jovens assim gerando uma cultura aberta a colaboração e favorecedora das escolhas profissionais.

 

REFERÊNCIAS

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[1]Pós-doutoranda da UAB, bolsista CAPES, Doutora pela UFSC, Mestre em Psicologia da Infância e Adolescência pela UFPR. Especialista em Pedagogia Social pela UCP, em Portugal. Trabalha com projetos de Orientação Profissional e Planejamento de Carreira e em Redes Sociais é Professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Email: maria.dias@utfpr.edu.br

 

 

 






 

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